Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 07/04/2018

Não ame muito tudo isso

Sedentarismo, colesterol alto, risco de diabetes e pressão alta. Esses são alguns dos males que boa parte das crianças com obesidade no Brasil está enfrentando. A relevância dessa problemática reflete-se num estudo feito pelo Ministério da Saúde, em que uma em cada três crianças brasileiras está com excesso de peso. Diante disso, torna-se imprescindível a participação mais ativa das escolas, famílias e de ações sociais para que soluções não só sejam propostas, mas também materializadas.

Em uma primeira análise, segundo o educador Paulo Freire, a transformação da sociedade necessita da educação. Nesse sentido, diante de sua função social, vê-se a importância das escolas no processo de educação alimentar. Assim, como as crianças ingressam desde cedo no ambiente escolar, sem uma orientação adequada, podem adquirir hábitos alimentares prejudiciais, sedentarismo e sono irregular, contribuindo para desenvolverem doenças de forma precoce.

Outro aspecto a ser observado é a questão da indústria cultural, onde muitos intelectuais da Escola de Frankfurt defendiam que as mídias funcionam como disseminadoras de valores. De fato, são constantes as propagandas de “fast-foods”, veiculadas na internet e TV, que se utilizam de brindes e personagens de desenhos animados para estimular as crianças a consumirem seus produtos, sem alertar para os perigos do consumo excessivo dos mesmos.

Fica evidente, portanto, que a questão da obesidade infantil precisa ser duramente combatida. Dessa forma, o Ministério da Educação e o da Saúde devem atuar para a capacitação dos professores, por meio de palestras e cursos, bem como a introdução de nutricionistas e educadores físicos, visando à promoção de saúde aos alunos. Além disso, é importante uma maior fiscalização por parte da ANVISA, que deve penalizar, a partir de multas e suspensão da propaganda, empresas que não apresentem alertas sobre o consumo excessivo. No mais, a presença da família na reeducação alimentar e manutenção de hábitos saudáveis é necessária para dar continuidade ao processo.