Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 07/04/2018

A Organização Mundial de Saúde considera a obesidade com uma das doenças mais preocupantes do século XXI. A partir desse parâmetro, é pressuposto que as crianças também sofram com essa pandemia que, dentre outros fatores, estão a falta de práticas esportivas aliada aos maus hábitos alimentares que se configuram como barreiras para a saúde na infância.

Nesse contexto, é necessário compreender que a educação alimentar não tem relevância no meio doméstico. É comum, por exemplo, que doces e vegetais sejam tratados pelos pais como forma de recompensar e punir, respectivamente. Conforme o filósofo John Loke, o homem é uma ‘’tábua rasa’’, ou seja desprovido de conhecimentos prévios, portanto, gerar experiências onde as crianças associem os alimentos saudáveis a algo ruim fará com que, quando adulto, esse indivíduo tenha mais dificuldade em abandonar os excessos calóricos.

Ademais, o sedentarismo na infância é alavancado pela evolução das tecnologias que faz com que a socialização por meio dos esportes seja desisteressante. Isso, somado ao bullying por fatores estéticos e a possibilidade de anonimato oferecido pelas redes facilitam a troca das quadras e praças pelas telas dos celulares e notbooks, resultando não somente em déficits físicos, como também psicológicos, uma vez que não existem relações concretas ao longo do desenvolvimento do jovem indivíduo.

Logo, subverter os abusos calóricos e o sedentarismo são atitudes indispensáveis para solucionar os atuais índices de obesidade. Para isso o Ministério da saúde com o apoio das mídias e de ONG´s voltadas para o desenvolvimento infantil devem criar palestras escolares, comerciais e sites com o intuito de ensinar às famílias o que deve ser oferecidos física e nutricionalmente às crianças com base nas necessidades de cada faixa etária e nos diversos níveis de renda. A partir dessas ações a profilaxia contra a obesidade será efetivada nos lares brasileiros.