Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 08/04/2018
O Brasil da atualidade vivencia uma realidade paradoxal em relação ao âmbito nutricional de crianças e adolescentes. O país pouco tempo atrás figurava o Mapa da Fome da ONU (Organização das Nações Unidas), hoje, enfrenta problemas no combate a obesidade infantil. Isso se evidencia pelo aumento no número de crianças com excesso de peso e também pelo descaso do poder público com a falta de políticas públicas para evitar tais casos.
É importante pontuar que, segundo dados do Ministério da Saúde, uma a cada três crianças está acima do peso. A principal causa desse fato é a omissão, principalmente por parte do meio acadêmico não só quanto à má alimentação dos jovens, mas também quanto aos males do sedentarismo. A guisa de Kant, o ser humano é aquilo que a educação faz dele. As escolas brasileiras, no entanto, negligenciam a saúde de seus estudantes ao não instruí-los corretamente sobre os riscos da obesidade e as formas de como preveni-la.
Outrossim, as indústrias possuem interesses financeiros na má alimentação dos cidadãos. Conforme Marx, no mundo capitalizado, a busca pelo lucro ultrapassa os limites da ética e da moral. Nesse sentido, as grandes empresas vendem seus produtos ligados a uma imagem de realização pessoal e felicidade, quando na maioria das vezes, essas mercadorias são responsáveis pela degradação da saúde dos consumidores. Ademais, de acordo com estudos da Universidade de Brasília – UNB-, o público alvo dessas propagandas é o infantil por ser fácil conquista-los.
Em virtude dos fatos mencionados, é dever das escolas, em consonância às famílias, conscientizar os mais jovens acerca dos hábitos saudáveis. A ideia da medida é, a partir de palestras e debates em salas de aulas, complementadas com merendas de qualidade nutricional e com incentivo a práticas esportivas. Além disso, cabe ao governo, com auxílio de órgãos responsáveis, regular propagandas alimentícias que circulam pelo país. Isso deve ocorrer através da criação e aprovação de leis que obriguem as empresas a avisar ao público sobre riscos do consumo excessivo de suas mercadorias. Somente assim o país conseguirá amenizar o problema da obesidade infantil e ter uma geração mais saudável.