Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 08/04/2018
No contexto da globalização no século XXI, é importante notar como a dinamização das relações sociais modificou os hábitos alimentares da sociedade, especialmente da população infantil. Essas mudanças acarretaram problemas no âmbito social e físico desses indivíduos. Nesse contexto, busca-se maneiras de amenizar a influência midiática nos hábitos alimentares e a contornar o problema causado pela facilidade de acesso aos alimentos nocivos à saúde.
A principio, a mídia exerce enorme influência na maior parte dos hábitos da população, ela sugere padrões a serem seguidos que são fomentados pela propaganda. A alienação surge para Marx, quando um grupo de ideias é imposto por um grupo dominante causando coerção social. Na alimentação, essa teoria é vista nos moldes de exibição dos comerciais de alimentos, que induzem, em sua maioria, ao consumo desenfreado de diversas comidas sem uma conscientização sobre como melhor aproveita-las.
Outrossim, é necessário expor que existem poucas regulamentações por parte do Estado quanto ao acesso dos alimentos. As empresas tendem a fazer rótulos chamativos e que escondem os perigos sobre o consumo de certas substâncias. Por exemplo, uma lei posta em vigor no ano de 2016 que obriga as companhias à indicar na embalagem a presença de lactose nos seus produtos, indicando assim, o atraso da normatização dos alimentos no Brasil.
Dado o exposto, pode-se concluir que, enquanto não existir um controle objetivo da divulgação e da distribuição de certos alimentos, a obesidade infantil continuará sendo um problema vigente na sociedade. Cabe ao governo promover propagandas que incentivem à boa alimentação, tornando-as obrigatórias nas grades de programação dos meios de comunicação, além disso, o poder público deve normatizar sobre os produtos vendidos no Brasil, afim de evitar a distribuição daqueles nocivos à saúde, criando assim um país mais saudável para seus habitantes.