Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 08/04/2018
No universo da turma do ursinho Pooh, o protagonista do desenho animado sofre algumas doenças. Dentre elas o Transtorno Obsessivo Compulsivo. A compulsão por mel, os movimentos repetitivos e o excesso de peso são os principais sintomas da doença observados em Pooh. Fora dos cinemas, a obesidade infantil ainda faz parte da realidade de muitas crianças brasileiras, tornando extremamente necessário o seu combate, para a manutenção da saúde infantil.
Segundo uma pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde, uma em cada três crianças brasileiras entre 5 e 9 anos de idade está fora do peso e 8,4 % dos adolescentes são obesos. Crianças acima do peso têm mais probabilidade de desenvolverem no futuro outras doenças como: diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares, cirrose, câncer de cólon, de reto e de mama, entre outras. De acordo com o médico Dráuzio Varella, gestantes que cuidam da alimentação correm riscos 80% menores de ter filhos obesos. A médica Maria Paula de Albuquerque parece seguir a mesma linha de raciocínio do seu colega de profissão. Segundo ela, a alfabetização do paladar é uma das coisas mais importantes a se ensinar às crianças em seus primeiros três anos.
Entretanto o problema está longe de ser resolvido. O aumento do percentual de crianças obesas confirmam que as mães não estão filtrando o que comem durante a gravidez e nem após a mesma. A falta de projetos nas escolas e creches também confirmam o problema.
Portanto medidas são necessárias para resolver o impasse. O Ministério da Educação em parceria com nutricionistas e médicos devem investir em projetos que foquem na alimentação dos pequenos nos seu primeiros anos de vida. Ademais, o Ministério da educação deve propor mais aulas de Educação Física estimulando os alunos através de olimpíadas realizadas pela própria escola. As mídias devem investir em séries e filmes que retratam as consequências da doença no cotidiano infantil para conscientização da sociedade geral.