Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 09/04/2018

Desde a época da pré-História, mormente no período Neolítico, as escolhas alimentares se diversificaram e orientaram as estratégias econômicas; tornando-a um elemento essencial de estruturação de diversos grupos. Atualmente, com modificações no modo de vida das famílias, influenciadas principalmente por a industrialização e a mídia; estão impondo uma sociedade mais obesa, sobretudo entre as crianças, que ficam à mercê dessas patologias contemporâneas; um grande desafio enfrentado pelo Brasil, e que precisa urgentemente ser combatido.

Convém ressaltar que, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a questão da obesidade infantil é um dos desafios mais graves de saúde pública do século 21; tornando-se evidente que o Estado e a família moderna têm negligenciado a questão alimentar das crianças, pois a falta de políticas públicas consistentes, principalmente no âmbito escolar, faz com que a questão alimentar seja muitas vezes esquecidas, fomentando cada vez mais, o aparecimento de crianças com sobrepeso , podendo acarretar sérios riscos à saúde, como o surgimento de hipertensão, diabetes e doenças cardiovasculares, diminuindo drasticamente o índice de expectativa de vida delas.

Vale ressaltar, também, que com a popularização da internet e o acesso cada vez mais precoce aos grandes recursos oferecidos por ela, como por exemplo, computadores e videogames, as crianças passam mais tempo usufruindo desses meios tecnológicos e por consequência se movimentam menos, impulsionando, assim, o surgimento de uma geração de crianças cada vez mais sedentária. Dessa forma, é perceptível que a prática de exercícios físicos, junto com uma alimentação saudável é de vital importância para o desenvolvimento de cada indivíduo e para o surgimento de uma sociedade com hábitos cada vez mais saudáveis.

Infere-se, portanto, que é imprescindível a mitigação dos desafios para o combate a obesidade infantil. Para que isso ocorra, o Ministério da Educação, deve realizar a criação de mais programas de políticas públicas, a fim de efetivar uma reeducação na alimentação das crianças, principalmente na merenda escolar; como também tornando-se necessário um maior olhar dos pais sobre a carga nutricional dos filhos, em conjunto com o apoio escolar e da mídia, se fazendo necessário a implementação de medidas tanto de prevenção, como também de educação nutricional. Aumentando assim, as chances de diminuir os índices de obesidade infantil na sociedade brasileira.