Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 09/04/2018
A obesidade infantil não é um problema atual. No entanto, na sociedade hodierna a obesidade nessa fase chegou a patamares nunca vistos antes. Segundo o IBGE, cerca de 36,6% das crianças brasileiras estão acima do peso. Uma vez que, as mulheres em sua maioria não se alimentam bem durante o período gestacional e que raramente as crianças praticam atividade física.
Segundo o doutor Dráuzio Varella, gestantes que têm uma boa alimentação correm risco 80% menores de terem filhos obesos. Todavia, isso claramente não acontece, as mães têm a alimentação quase sempre desequilibrada, tendo em vista o grande percentual da obesidade infantil. Há de se considerar, que não é um fato muito exposto, e que tem a desinformação como grande causador. Já que as grávidas não recebem nenhum auxílio alimentar.
Além disso, deve-se acrescentar o fato de que as crianças não praticam mais atividades físicas, já que na era da computação os jogos online tomaram o lugar das brincadeiras em que fazia-se necessário movimentar o corpo. Esse fator contribui muito com a obesidade e com o aparecimento de outras doenças duradouras como: diabetes, hipertensão, colesterol, asma entre outras. É importante citar que as crianças hoje no Brasil são pouco incentivadas à prática de esportes, tendo em vista o pouco investimento do Estado nessa área.
É evidente, portanto, que há entraves para diminuição da taxa de obesidade infantil no Brasil. Cabe ao Ministério da Saúde criar programas com nutricionistas para auxiliar as gestantes a ter uma alimentação saudável, essa assistência deve ser feita junto ao acompanhamento pré-natal da grávida. Além disso, o Ministério da Educação deve acrescentar mais aulas práticas de Educação Física a grade escolar, com a intenção de manter as crianças praticando atividades físicas. E cabe aos pais controlar o uso dos jogos online e incentivar outros tipos de brincadeiras e a realização de esportes. Assim, a obesidade infantil pode diminuir no Brasil.