Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 09/04/2018

O constante crescimento do índice de crianças obesas no Brasil fez deste um assunto em evidência. A obesidade infantil vem crescendo consideravelmente entre as crianças do mundo inteiro, e vem se expandindo de forma alarmante no Brasil. Segundo estudos, até 2025 o Brasil terá mais de 11 milhões de crianças obesas. Por ser um problema multifatorial e com enormes consequências à saúde das crianças, a doença deve ser prevenida, e quando o problema já for iminente, deve ser tratada com a devida seriedade.

Um fator contundente e verídico, é que crianças obesas tendem a se tornar adultos obesos, tanto por questões fenotípicas quanto comportamentais. A consequência do excesso de peso na infância vão desde a maior chance de se tornar um adulto obeso, até a necessidade de ter que lidar com as doenças que acompanham o sobrepeso — diabetes, colesterol alto, maior risco de AVC, problemas cardíacos, problemas respiratórios, baixa da autoestima, depressão, ente outras —, que muitas vezes necessitam de cuidados integrais e por toda a vida.

A saúde das crianças muitas vezes tem sido negligenciada por causa da rotina atribulada dos pais. Com o estresse do dia a dia e consequentemente o cansaço ao chegar em casa, tem sido muito conveniente aos pais deixarem que as crianças passem mais tempo mexendo em aparelhos eletrônicos e menos tempo brincando e gastando calorias. Outro fator é a alimentação inadequada que as crianças estão sendo acostumadas a ingerir, com excesso de gordura e falta de nutrientes. Estudos internacionais mostram que pela primeira vez na história, crianças têm uma expectativa de vida menor que a dos pais, mostrando as consequências visíveis da negligenciação da educação alimentar.

A prevenção tem se mostrado a melhor forma de combater a obesidade infantil, um trabalho que deve ser realizado majoritariamente pelos pais. Em parceria com as mídias, o governo deve fornecer a população mais informações sobre a obesidade infantil, enfatizando que é uma doença e que deve sempre tentar ser prevenida e quando não for possível, deve ser tratada. Deve investir mais no tratamento médico para quando a doença já estiver estabelecida, deve oferecer orientação aos profissionais da saúde para que estejam sempre preparados para lidar com os pacientes tanto física quanto psicologicamente. Com paciência, algumas medidas preventivas, e diligência no tratamento da doença, o futuro das crianças não precisará ser tão difícil no que se diz respeito aos problemas gerados pela obesidade infantil.