Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 09/04/2018
De acordo com Newton - um corpo tende a permanecer parado ou em movimento a menos que uma força atue sobre ele - a questão é: as forças aplicadas para combater a obesidade infantil estão sendo suficientes para a mudança desse percurso? Tendo em vista, a aceitação da sociedade quanto a ingestão diária de alimentos nada saudáveis e crianças a caminho de uma vida adulta cheia de doenças crônicas e psicológicas.
A ascensão e facilidade ao acesso de comidas abarrotadas de açucares e gorduras se solidificou como normalidade na vida dos brasileiros. Sendo assim, a busca por uma vida mais saudável não é uma prioridade nem para as crianças, nem para a maioria dos pais, o prazer momentâneo é mais significativo que uma futura vida adulta sadia. Segundo a Organização Mundial da Saúde o sobrepeso e obesidade tem aumentado em toda América Latina, com tendencia de crescimento nas crianças.
Dessa forma, é notório a falta de interesse da população o que acarreta em uma geração com inúmeras doenças que muitas vezes também não são tratadas com a importância que merecem, como a bulimia, anorexia, diminuição de altoestima, hipertensão, aumento do colesterol, diabete e muitas outras, que se não tratadas ou tratadas tardiamente podem levar a morte.
Por conseguinte, é visível que as forças atuantes para mudança do percurso quanto a obesidade infantil não estão sendo diferentes de zero. Fica claro, portanto, a necessidade do acréscimo de medidas para tirar esse corpo da inércia. No contexto de educação alimentar a escola tem papel fundamental, podendo entrar em parceria com o Ministério da Saúde para a realização de palestras e cursos com nutricionistas, nutrólogos e até mesmo chef´s de cozinha, tornando a alimentação saudável mais interessante e mostrando sua importância, tanto para as crianças quanto para os pais, assim, tratando a patologia desde a sua origem.