Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 12/04/2018

Funcionando como uma das três leis newtonianas, a lei da inércia, afirma que um corpo tende a permanecer em repouso ou em movimento, até que atue sobre ele uma força suficiente para a mudança de seu percurso. A pobreza é um problema que persiste na sociedade brasileira, logo, representa um desafio a ser enfrentado de forma mais expressiva pela população. Com isso, ao invés de atuar como a força suficiente para a mudança de rota desse porém, os maus hábitos alimentares aliados ao forte consumismo acabam contribuindo para a intensificação de tal problemática.

A esse propósito, é indubitável que a nutrição inadequada presente nas família seja uma das principais causadoras do problema. Isso acontece porque, nos dias atuais, muitos pais optam por aquilo que é preparado e servido com maior rapidez, deixando de lado o valor nutricional do produto. Algo deplorável, considerando a alta quantidade de caloria presente nesses produtos. Em consequência disso, o número de crianças obesas de 5 a 9 anos, tem mais do que quadruplicado-se nos últimos 20 anos, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Outrossim, o forte ato de consumir também destaca-se como impulsionador do impasse. Segundo o sociólogo britânico, Bauman, ao pronuncia a frase “Consumo, logo existo”, demonstra que, na sociedade hipercapitalista em que se vive, a condição indispensável à vida é o consumo, algo intolerável, já que as necessidades humanas são insaciáveis. Em decorrência desse ato, o sedentarismo encontra-se muito presente na população obesa juvenil, visto que brincadeiras sadias como pique-esconde, pega-pega, futebol e empinar pipa, foram substituídas por tablets, smartphones, videogames e TVs, o que as influenciaram a desprender-se do mundo factual e adentrar-se no virtual.

Torna-se evidente, portanto, que ainda existem entraves para garantir a solidificação de políticas que visem um mundo melhor. Diante disso, é fundamental que o Governo, por meio de investimentos na educação, melhore a qualidade de ensino dos cidadãos, a fim de que tenham não só uma melhor visão sobre os valores nutricionais dos produtos, mas também, um amplo conhecimento acerca de quais alimentos são necessários para o crescimento sadio das crianças. Ademais, é necessário que o Ministério da Educação (MEC), fomente nas escolas, campanhas e palestras que sejam ministradas principalmente por nutricionistas, que discutam o combate a obesidade infantil.