Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 02/08/2025

A história e quadrinhos “Turma da Mônica”, escrita por Maurício de Sousa, expõe o cotidiano de quatro crianças. Ao decorrer da narrativa, é possível examinar o dia a dia da personagem “Magali”: uma criança cujo apetite é completamente incontrolável. Embora seja uma ficção, o conto evidencia características que se assemelham ao atual contexto brasileiro, pois, tal como na obra, é claro o avanço acelerado dos casos de obesidade infantil, seja pela negligência familiar, seja pelas propagandas midiáticas.

Em primeira análise, é necessário observar como a falta de atenção das famílias permanece a barreira. Logo, é notório que não é dada a precaução eficiente, pelos pais, aos menores no referente à boa alimentação, visto que tais responsáveis acabam deixando seus filhos a benefício de refeições congeladas e gordurosas. Isso fica mais nítido, por exemplo, ao analisar que, conforme a pesquisa da USP, uma a cada três crianças está com sobrepeso. Dessa forma, torna-se progressivo o combate ao excesso de peso infantil.

Em segunda análise, é importante ressaltar que a mídia estimula o problema. Segundo o filósofo Karl Marx: “a produção cria o consumo apenas para gerar lucro”. Nesse sentido, destacam-se as propagandas como geradoras de comidas rápidas e fáceis, uma vez que tais menções, em razão de serem tentadoras, afirmam ocasionarem felicidade e prazer, de modo a induzir as crianças a consumir, e, ademais, não se preocuparem com a saúde e, sim, em produzir comissão.

Torna-se evidente, portanto, que é papel do Ministério Público, assegurar a defesa dos interesses sociais e individuais inacessíveis, por meio de ações realizadas pela promotoria de justiça. Entre essas ações, cita-se a difusão de comerciais que alertem as famílias na adoção de uma rotina alimentar saudável na adolescência. Ademais, é dever do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação contestar a exclusão digital, através da oferta de computadores e redes gratuitas de “Wi-fi” para pessoas financeiramente carecidas, a fim de socializar o acesso à informação. Desse modo, é possível uma minimização de novas “Magalis” na sociedade brasileira.