Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 14/04/2018

Historicamente, o Brasil é reconhecido por sua diversificada culinária - embasada, principalmente, na cultura indígena e na africana. Entretanto, um problema de saúde pública assola a população brasileira, sendo causado pela falta de hábitos alimentares saudáveis e a massificação midiática de consumo por alimentos processados, aumentando os índices de obesidade, em especial o infantil, e necessitando de medidas urgentes e eficazes para o controle de tal situação.

Com o advento do mundo moderno, a rapidez e a praticidade tornaram-se palavras-chave no dia a dia, proliferando um consumo desenfreado e inconsciente de alimentos com preparação imediata, extremamente processados e pobres em nutrientes. Um dos fatores que auxiliam no alto consumo é a grande campanha midiática, produzida, principalmente, para o público infantojuvenil, trazendo personagens da moda, brinquedos e efeitos visuais diversificados, corroborando na manutenção desse sistema doentil, gerando má qualidade de vida - como sérios riscos cardiovasculares - e descriminação, levando a busca por isolamento e contribuindo para problemas psicológicos, como ansiedade e depressão.

Outrossim, a prática de recompensa na infância - se for feito algo correto, é dado um doce, além de uma cultura familiar de hábitos alimentares de baixa qualidade - como pais que comem de maneira errada, educam seus filhos para seguir os mesmos parâmetros, faz com que haja um crescimento nos índices de obesos, trazendo prejuízos sociais e econômicos para a sociedade brasileira. Paralelamente, grande parte das merendas no sistema educacional é desqualificada, trazendo excesso de carboidratos e poucas verduras, acarretando, através da inexistência de aulas sobre educação alimentar, jovens que se alimentam de forma errônea, sendo vítimas inconscientes do mal que lhes cercam e do direito que lhes é negado, visto que no Artigo 5º da Constituição está previsto direito à saúde, obtida principalmente, de uma alimentação de qualidade.

Portanto, é necessário a adoção de medidas para conter tal situação, sendo primordial a vinda de propagandas televisivas sobre alimentação e o risco de hábitos alimentares pobres em nutrientes, com a supervisão mais rigorosa do CONAR sobre propagandas de cunho alimentício, buscando informar e promover o censo crítico para uma vida melhor. Além disso, torna-se fundamental, a adequação nutricional nas escolas, obtendo auxílio do governo federal com trabalhos e hortas comunitárias realizadas nas escolas, servem como meio de propagação para a inclusão dos jovens, buscando combater o preconceito e o isolamento e contribuindo para a melhoria da saúde individual. Assim, gradualmente, o Brasil poderá diminuir as taxas de obesidade.