Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 15/04/2018
É de conhecimento geral que atualmente a obesidade infantil é um dos problemas mais evidentes na sociedade brasileira. É mediante tal questão que muitas crianças desenvolvem graves problemas de saúde, como o diabetes e colesterol alto. Por certo, a alimentação, a prática de exercícios físicos e qualidade do sono são alguns dos fatores determinantes da obesidade. Diante disso, seja devido à falta de acompanhamento dos pais, seja devido à falta de conhecimento acerca dos malefícios dessa enfermidade, a obesidade infantil tem aumentado nos últimos anos e é essencial que o Estado e as escolas atuem de modo a combater tal impasse.
O mundo enfrenta uma nova epidemia que assola principalmente sociedades industrializadas, nas quais, o estilo de vida leva à má nutrição associada ao sedentarismo. A apelativa promessa do alimento ideal, prático e mais saboroso criada pelas redes alimentícias de “fast-foods”, como o “McDonalds”, induziu as crianças à necessidade de consumir tais lanches. O maior problema disso está na qualidade desses alimentos, que são ricos em açúcares, gorduras saturadas e sódio, nutrientes esses que, aliados à ausência de exercícios físicos, diminuem a qualidade de vida das pessoas - comprometimento do sono e aumento de peso. Dessa forma, observa-se que a falta de consciência alimentar está se tornando o algoz de uma sociedade que se alimenta por aplicativos, escolhe o que vai comer pela entrega mais rápida e cada vez mais desconhece o significado real do alimento sobre a mesa.
Em causa dos fatos mencionados, observa-se que o diabetes, a hipercolesterolemia, a hipertensão e as complicações cardiovasculares são apenas algumas das consequências testemunhadas pela obesidade. No entanto, essa problemática torna-se mais preocupante quando afeta a parcela infantil da sociedade, pois esses jovens terão seu futuro comprometido. Nessa ótica, um estudo divulgado pela OMS indica que os hábitos familiares são os fatores determinantes da obesidade infantil, haja vista que os pais transmitem aos filhos a cultura de não preocupação com o futuro. Assim, surge-se a necessidade de se revisar a função do Estado e da escola frente a essa problemática.
Diante dos fatos expostos, para que a obesidade seja uma doença erradicada, são necessárias medidas concretas que tenham como protagonistas o Estado e a escola. O Estado deverá criar leis que obriguem as escolas a adotarem um cardápio alimentar mais saudável, com efeito, os alunos criarão o hábito de consumir essa linha de alimentos; a escola, por seu caráter formador, deve incluir matérias como Educação Alimentar em todos os anos letivos dos alunos, mostrando a importância nutritiva dos alimentos e dos exercícios físicos. Outras medidas devem ser tomadas, porém, como considera o escritor Oscar Wilder, “O primeiro passo é o mais importante na evolução do ser humano”.