Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 22/04/2018
Com a Revolução Industrial e o aumento da produtividade das indústrias, produtos antes tidos como essenciais passaram por alterações que permitiram mudanças no processo produtivo. A alimentação, nesse aspecto, foi um dos ramos contemplados por esse fenômeno, que causou não somente o aumento da oferta de produtos, mas alterou significativamente a composição desses alimentos. Assim, a nutrição dos indivíduos sofreu alterações que reverberam na saúde e dificultam o combate a doenças como a obesidade, especialmente entre crianças e adolescentes.
A vinculação de alimentos a personagens é, nesse aspecto, um propulsor para o incentivo ao consumo de alimentos industrializados. A apelação publicitárias, assim, visa justamente induzir crianças a consumir produtos de figuras famosas sem, entretanto preocupar-se com a qualidade desses alimentos. Dessa forma, o consumismo assume um preocupante papel ao influenciar o consumo inconsciente entre jovens crianças.
A monopolização de lanchonetes nas escolas é outro fator preocupante na alimentação de crianças e adolescentes. Com a pouca oferta de produtos oferecidos, dessa maneira, os alunos são limitados a uma nutrição baseada em alimentos industrializados e gordurosos. Ao facilitar o acesso a tais produtos, assim, a escola passa a ser um agente influenciador da má alimentação.
A diversificação e a facilidade de acesso a produtos pouco nutritivos, desse modo, dificultam o combate a obesidade infantil. Para alterar esse panorama, é necessária a aliança entre instituições públicas e o setor civil, especialmente escolas. Assim cabe ao Conar a desvinculação de alimentos a personagens que influenciam o consumismo infantil. Além disso, é preciso a proibição do monopólio de cantinas e escolas, de modo a diversificar a oferta de produtos oferecidos. Dessa maneira, é possível promover a melhoria na alimentação de crianças e adolescentes.