Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil
Enviada em 24/05/2026
Na Constituição de 1934, o ensino primário foi intitulado gratuito e integral. Sabe-se, então, que, antes desse avanço, o acesso à educação era escasso. Considerando-se as décadas de ensino privatizado, a recuperação dos danos gerados será difícil, o que traz à tona o desafio para superar o analfabetismo no Brasil. Perante tais dados, entende-se que a lentidão no processo de ensino se deve à omissão do Estado e à falta de inclusão nas escolas.
Tendo em mente que fatores econômicos e sociais estão diretamente relacionados à falta de letramento populacional, é evidente a necessidade de uma interferência governamental. Na obra Vidas Secas, de Graciliano Ramos, é retratada uma família em situação precária, marcada pela limitação educacional e pela dificuldade de comunicação. Nota-se que essas pessoas não têm o apoio financeiro e social adequados para alcançarem a educação básica. Sendo assim, a implementação de políticas públicas eficazes e inclusivas é imprescindível para a sociedade brasileira.
Entretanto, o processo de alfabetização terá avanço quando essas políticas públicas e as instituições de ensino forem aliadas. Segundo a Agenda 2030, a ODS 4 tem como objetivo assegurar a educação para todas as pessoas, porém essa meta não terá sequência se as escolas não estiverem aptas a acolherem tantos indivíduos. Diante desse obstáculo, percebe-se que os institutos necessitam se moldar para abranger todo o público devido.
Por conseguinte, é evidente que a interferência estatal é necessária. Esse intermédio, por sua vez, deve ser feito por meio da disponibilização de verbas municipais, estaduais e federais para as escolas em conjunto com os projetos sociais feitos com o auxílio de unidades relacionadas. Todos esses esforços precisam se aliar a fim de que a população supere o analfabetismo e a diferença social em relação à entrada nas instituições de ensino.