Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil
Enviada em 13/01/2021
Segundo o cantor brasileiro Lulu Santo, na canção “Tempos Modernos”, idealiza uma sociedade igualitária, mais justa e coesa, sem muros de hipocrisia, em que o estado garanta a educação e o bem-estar dos cidadãos. Entretanto, esse desejo apresenta desafios no processo de alfabetização no Brasil. Diante disso, a preocupação dos jovens em trabalhar para garantir o sustento da família é um dos principais entraves, já que o governo não garante os direitos básicos de alimentação deles. Além disso, a sociedade não se solidariza em ajudar as pessoas necessárias com doações, havendo assim um grande número de analfabetos.
É fundamental pontuar, de início, como causas que levam a persistência desse imbróglio com foco na inércia estatal no que tange em investimentos de permanecer para ajudar as famílias carentes, porquanto, o desemprego dos parentes faz com que diversos jovens parem de estudar, para arranjar um emprego, não concluindo a alfabetização. Nesse sentido, Aristóteles, celebre filósofo da Grécia antiga, disse, em seu livro “Ético a Nicômaco” que o objetivo da existência da política é garantir aos cidadãos o bem-estar e seus direitos, tais como alimentação e educação. Contudo, o Estado brasileiro atual contraria a ideia do filósofo, à medida que, não providência uma assistência social com pequeno salário, para que os jovens consigam concluir a alfabetização sem que seus parentes passem fome.
Outrossim, é imprescindível destacar o “Liquidismo Baumoniano” visivelmente presente na atual conjuntura do país. Nessa perspectiva, para o filósofo polonês Zigmunt Bauman, vive-se em uma sociedade individualista em que se priorizam os interesses próprios não se preocupando com os problemas alheios. Nesse contexto, os mártires fruto desse flagelo social são os adolescentes que abandonam os estudos para trabalhar e garantir o sustento da família, não havendo condições para cumprir o colegial, prejudicando ainda mais o futuro. Isso prova o descaso social frente a essa situação, visto que há uma grande concentração de renda na mão de uma pequena parcela da sociedade e os mesmos não se disponibilizam a realizar doações de cestas básicas, com intuito de ajudar os estudantes a concluírem o colegial, para que tenham uma vida digna.
Urge, portanto, a necessidade que o Governo Federal, como instância máxima da administração executiva, crie um auxílio financeiro para os alunos de escolas públicas que não tem renda familiar, com intuito de ajudar as mesmas a condições de concluir a alfabetização, sem que os parentes passem fome. Além disso, é imprescindível que a sociedade se preocupe com o próximo, ajudando os mais pobres com cestas básicas, para que os alunos tenham como sustentar-se e conclua a escolaridade, sem perder o foco no estudo.