Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil
Enviada em 19/12/2020
Segundo a Constituição Federal Brasileira, de 1988, todas os indivíduos têm direitos no que diz respeito à educação, principalmente ao ensino básico. Entretanto, sabe-se que, para os jovens e adolescentes, é inverdade que o sistema educacional inicial é completamente eficaz, tendo em vista as dificuldades enfrentadas pelos mesmos durante a alfabetização. Dessa forma, cabe ao momento estudar como a negligência estatal, juntamente com a falta de incentivo, corroboram, negativamente, para o desenvolvimento da problemática.
Nesse sentido, de acordo com o site Gazeta do Povo, cerca de quatro milhões de jovens, a partir dos quinze anos, são analfabetos, representando uma estrutura problemática e enraizada. Em outras palavras, processos cometidos, insatisfatoriamente, pelo Estado, reforçam essa teoria, na qual os indivíduos dispõem de serviços, disponibilizados pelo governo, de má qualidade ou sem condições que ampare, em totalidade, os estudantes. Além disso, a falta de políticas públicas, principalmente as básicas - acesso gratuito à internet, saneamento básico, bibliotecas públicas estruturadas, entre tantas coisas-, que auxiliam, direta e indiretamente eles, são deixadas de lado, representando um descompromisso com as futuras gerações.
Ademais, para o sociólogo Zygmunt Bauman, a Modernidade Líquida está intrinsicamente ligada aos jovens, uma vez que a fugacidade das coisas, em um mundo globalizado, está ligada somente a assuntos imediatos. Ou seja, não há um interesse futuro, na mentalidade dos adolescentes, em uma vida estruturada e gerida através dos estudos, o que torna assuntos cotidianos e irrelevantes mais importantes que ir à escola. Além do mais, há um reflexo disso na atual situação estudantil, já que para a pedagoga Inês Miskalo, aproximadamente metade dos alunos são considerados médios ou ruins, no terceiro ano do ensino médio, contribuindo para a negativa falta de compromisso dos estudantes.
Portanto, a fim de amenizar os desafios no processo de alfabetização no Brasil, medidas devem ser tomadas. Para tanto, é mister que o Ministério da Educação, juntamente com suas secretarias midiáticas, realizem, por meio de palestras, em escolas e faculdades públicas, e propagandas em horários nobres, nos canais abertos televisivos, uma conscientização aos jovens, de que estudar vale a pena e, independente da situação, é possível garantir um futuro próspero. Outrossim, seja realizado, por meio de investimentos governamentais destinados a cada municípios, uma maciça estruturação nos centros educacionais, em que essa verba sirva de impulso ao aprendizado. Para que, por intermédio disso, um novo patamar de jovens estudantes, mais focados e instruídos, seja alcançado. Feito isso, uma modernidade com jovens inteiramente instruídos, diferente das estatísticas, será reconhecida.