Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil

Enviada em 19/12/2020

Segundo o advogado e escritor Francisco De Sá Carneiro” Sectores como a saúde, educação e outros fazem parte das atribuições e são responsabilidades do sector público”. Entretanto, o processo de alfabetização no Brasil vêm passando por uma problemática, graças a ineficiente administração do estado. Além do mais, por conta do baixo investimento na educação, parte da população brasileira não tem acesso a um ensino de qualidade, vezes a ensino nenhum, tornando-se uma parcela da população, analfabetos funcionais e a parte sem nenhuma estrutura para o estudo, analfabetos.

Primeiramente, a revista Época fez uma pesquisa sobre a baixa qualidade do ensino no Brasil, nela mostra que mais de 65% dos alunos brasileiros no 5° ano das escolas públicas não sabem reconhecer um quadrado, triângulo ou círculo, e quando é apresentado os dados dos estudantes de nível médio esse número só piora, sendo que cerca de 90% dos alunos não aprenderam a converter uma medida dada em metros para centímetros. Isso mostra quanto o Brasil tem um sistema deficitário em relação aos países de primeiro mundo, como os Estados Unidos e Alemanha com seus respectivos agrupamentos educacionais de ponta.

Ademais, a parcela de analfabetos funcionais, cerca de 13% que concluíram o ensino médio e 4% que concluíram o ensino de nível superior, tende a sofrer algum tipo de dificuldade, como exemplo o jovem aluno de direito da UNIDESC (Luziânia, Goiás), que teve um desentendimento com a grafia e não conseguiu ler um artigo do Código Penal para a classe, sendo caçoado e viralizando nas redes. Já a população analfabeta teve uma diminuição, sendo que em 2018 era de 6,8% e 2019 abaixou para 6,6%, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), mas esses números quando são retirados da porcentagem chegam a ser assustadores, mostrando que no Brasil ainda existe 11 milhões de analfabetos.

Portanto, em vista dos argumentos apresentados, o Ministério da Educação junto com a União deve propor uma reestruturação no ensino base, como também material de qualidade para alunos sem condições e transportes específicos em locais de acesso mais remoto. Usar um sistema de provas semestrais no âmbito nacional, para medir a qualidade do ensino das escolas públicas e monitorar o rendimento escolar dos estados, então mandando mais recursos para os que tiverem a menor taxa de qualidade, assim o Brasil caminhará rumo ao progresso.