Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil

Enviada em 19/12/2020

Durante o início da República Brasileira, a elite manipulou os analfabetos, fazendo com que eles votassem em quem fosse de interesse dos mais ricos, e isso ficou conhecido como “Voto de Cabresto”. Esse período da história mostra o quão importante é a alfabetização para evitar a manipulação, porém, mais de um século se passou desde a Proclamação da República e ainda há várias pessoas analfabetas. Sendo assim, para alfabetizar sua população, o Brasil tem não só que atingir a população rural, mas também a população mais pobre.

Primeiramente, é fato que várias pessoas do campo ainda não possuem o acesso à educação, devido à distância dos latifúndios às escolas. Nessa perspectiva, o livro “O Sertão” retrata a vida do sertanejo brasileiro, pessoa humilde, geralmente do campo, sem escolarização, e, muitas vezes, analfabeta, já que ele não tem meios para ir para a escola, fazendo com que a alfabetização desse grupo seja bem difícil. Dessa forma, está claro que essas pessoas estão excluídas do processo de alfabetização.

Além disso, não são só as pessoas do campo que ficam fora do processo de alfabetização, mas também as pessoas pobres, que, por não conseguirem se sustentar, colocam seus filhos para trabalharem ao invés de irem para a escola. Nessa perspectiva, o Estatuto da Criança (ECA) proíbe tais práticas, entretanto, na prática ainda há várias crianças que precisam ir trabalhar em vez de irem para a escola. Dessa maneira, está claro o país tem muitos desafios para alfabetizar sua população.

Portanto, fica evidente que é preciso alfabetizar os cidadãos. Diante disso, o Estado deve construir mais escolas em zonas rurais, fazendo com que o indivíduo possa chegar lá por meio de um transporte público que passa pelas propriedades rurais próximas - já que, muitas vezes, não possuem o meio para se locomoverem até a escola -, além de fornecer incentivos para o jovem preferir ir à escola em vez de trabalhar, como oferecer lanches grátis, a fim de diminuir a quantidade de analfabetos no Brasil, e, desse modo, tornar a população menos alienável.