Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil
Enviada em 19/12/2020
Desde o surgimento dos primeiros modelos educacionais- observado na Grécia Antiga, por meio dos ensinamentos sofistas- diversos debates são fomentados acerca das dificuldades ao aprimoramento dos sistemas de educação. Esse quadro persiste em continuar, visto que, atualmente, há desafios relacionados ao desenvolvimento de alfabetização no Brasil, tais como a baixa renumeração dos profissionais da educação e a inadequada infraestrutura dos ambientes escolares.
Em primeira análise, é evidente que no Brasil, os professores recebem o 3º pior salário do mundo segundo uma pesquisa da UNESCO, além de serem desvalorizados e desrespeitados por sua profissão. Além disso, pode-se observar também a ocorrência de greves constantemente em colégios públicos em virtude de atrasos salariais ou adversidades particulares. Como consequência destes eventos, alunos são prejudicados em seus estudos, tendo seu rendimento na alfabetização negligenciada e atrasada.
Vale também ressaltar que segundo o jornal Globo, 80% dos estudantes brasileiros são atendidos por colégios estaduais e municipais, onde grande parte têm uma alta precaridade estruturamente, além de falta de materiais e elementos fundamentais à formação, como livros e cadeiras. Segundo o Padre Antonio Vieira, a educação é uma moeda de ouro e em toda parte tem o seu valor. Sobre esse âmbito, é possível mencionar a alfabetização como uma chave primordial e indispensável ao futuro dos jovens, além de ser o minímo que a educação brasileira poderia se responsabilizar no aprendizado escolar.
Assim, faz-se importante a atuação do Ministério da Educação em promover campanhas publicitárias com o propósito de conscientizar e alertar a sociedade acerca do obstáculo da formação de alfabetização dos estudantes brasileiros. Cabe também ao governo estadual e municipal em investir em reformas estruturais dos colégios e fornecer materiais estudantis, além de assegurar o pagamento e um considerável aumento deste, aos profissionais da educação, com o intuito de garantir um melhor conforto aos que frequentam as escolas e evitar incentivos para greves. Dessa forma, convertendo gradativamente, o ambiente escolar em um meio menos prejudicial e mais produtivo aos alunos que devem ser alfabetizados, a fim de valorizar a parte da moeda de ouro como dizia o Padre Antônio Vieira.