Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil
Enviada em 23/12/2020
Sabe-se que, na obra “Utopia”, o filósofo Thomas Morus propõe uma sociedade ideal e perfeita. Nela, pontua-se a ausência de conflitos e adversidades, o que vem inspirando as civilizações ocidentais. No entanto, a sociedade contemporânea tem se afastado desse lugar utópico devido aos desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil. Logo, é necessário analisar os aspectos políticos e socias dessa problemática, além de buscar caminhos a fim de miniimizá-la.
Diante desse cenário, vale ressaltar, inicialmente, que a Constituição Federal, em seu artigo sexto, garante aos brasileiros direitos sociais, como a educação. Entretanto, o que se observa na contemporaneidade é a inoperância dessa garantia constitucional, haja vista a miníma expressividade desse Estado no que tange ao insuficiente investimento no ensino da população. Isso, pode ser comprovado com a PEC 241, assinada no governo de Michel Temer, a qual congela os gastos em educação por 20 anos. Nesse contexto, o precesso de alfabetização, o qual consiste no processo de aprendizado em que se desenvolve a habilidade de ler e escrever de maneira adequada, vêm sofrendo um grande impacto, e cada vez mais o número de pessoas alfabetizadas vêm decaindo, o que se confirma com pesquisa do “G1”, a qual diz que nos últimos 5 anos o índice de alfabetização no Brasil diminuiu em aproximadamente 12%. Dessa maneira, é perceptível que medidas são necessárias para garantir a efetivação dessa garantia constitucional.
Ademais, é mister salientar que, conforme o escritor brasileiro Paulo Coelho, tudo o que é feito no presente afeta o futuro por consequência. Prova disso, são os efeitos provocados pelo decréscimo do índice de alfabetização na nação, tal como a exclusão social, a falta de capacitação profissional, o aumento do desemprego. Uma vez que com o advento da Terceira Revolução Industrial, o mercado de trabalho tornou-se progressivamente mais exigente, requerendo uma mão de obra qualificada, e não mais especializada, o que afeta diretamente na parcela da sociedade a qual não possui acesso à educação em virtude do precário investimento do governo. Tal contexto, demonstra, por conseguinte, um quadro social caótico o qual precisa ser combatido.
Dessa maneira, medidas exequíveis são essenciais para alterar esse atual cenário do país. Para isso, o Ministério da Educação, órgão o qual é responsável por formular e avaliar a política nacional de educação, deve, por meio de verbas, oriundas da arrecadação de impostos, como IPRF, criar projetos educacionais, os quais possibilitem o acesso à alfabetização para as crianças, jovens, adultos, idosos, com intuito de garantir o acesso a educação de qualidade a todos, além de permitir a qualificação dos traballhadores. Com isso, será possível aproximar a atual sociedade ao lugar utópico de Morus.