Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil

Enviada em 29/12/2020

Aristóteles, grande pensador da Antiguidade, alegava que o conhecimento é o principal fator para a obtenção da plenitude da essência humana. Assim, para o filósofo, sem a eduação e a sabedoria nada separa a espécie humana de outros animais. Embora, seja imprescindível o acesso à aprendizagem, no cenário brasileiro, existem desafios no processo de alfabetização. Diante disso, torna-se passível de discussão não só a ausência de infraestrutura escolar, mas também a necessidade de inserção no mercado de trabalho, fatores que impedem alcançar tal plenitude.

Em primeira análise, vale ressaltar a falta de infraestrutura nas instituições de ensino básico no Brasil. Nesse sentido, segundo Peter Drucker, considerado o pai da administração moderna, não existem países subdesenvolvidos, mas sim nações subadministradas. Desse modo, a logística empregada na distribuição de verbas públicas pelo Estado encontra-se negligenciada, pois com frequência grande partes dos recursos monetários federais não chegam aos cofres municipais. Logo, às escolas carecem de boa infraestrutura para oferecer uma alfabetização de qualidade, o que ratifica a teoria do administrador austríaco.

Além disso, nota-se, principalmente, na classe de baixo poder aquisitivo, a necessidade de adentrar o mercado de trabalho. Nessa lógica, a tese de “Subcidadania”, escrita pelo sociólogo Jessé Souza, denuncia a situação de vulnerabilidade vivida pelos mais pobres, cujos os direitos são banalizados pela falta de ação do Governo. Dessa maneira, o processo de alfabetização é posto em segundo plano, visto que, os cidadãos desamparados financeiramente, desde cedo são destinados a se inserirem no setor laboral. Nesse enlace, é evidente que o Governo faz-se oculto diante dessa parcela da sociedade.

Por fim, é indispensável atenuar os problemas citados. Portanto, cabe ao Governo, por intermédio do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações ( MCTIC ), promover mecanismos de fiscalização das verbas destinadas à infraestrutura escolar - por meio de algoritimos que rastreiem as transações bancárias, feitas entre o Órgão Federal e os municípios brasileiros. Para que as escolas tenham um  bom suporte, no intuito de ofertar uma formação educacional qualificada aos estudantes. Ademais, é fundamental que o Estado proporcione subsídios aos alunos de baixa renda, afim de fomentar esses na continuidade da vida acadêmica. Dessa forma, pode-se atingir a plenitude aristotélica e minimizar os desafios no processo de alfabetização no Brasil.