Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil

Enviada em 27/12/2020

Em Israel, um judeu é considerado pelo seu povo como responsável para a vida adulta quando aprende a ler. No entanto, essa postura de valorização do conhecimento atrelada à leitura vista no país do Oriente Médio, não é verificada no Brasil, uma vez que há analfabetização em decorrência da ineficácia do governo na resolução de barreiras. Nesse sentido, hão de ser analisados fatores que configuram como impasses no processso: a manutenção de um sistema arcaico de ensino, bem como a carência socioeconômica em áreas negligenciadas do Brasil.

A princípio, é fundamental avaliar o modo de ensino presente na Educação Básica brasileira. Nessa lógica, o método de aprendizagem praticado no país, é essencialmente inspirado na educação Iluminista advinda do século XVIII, a qual impõe submissão do aluno à figura do professor, que é tido como detentor absoluto do conhecimento. Entretanto, tal postura passiva do estudante no processo de construção do conhecimento, faz com que haja desinteresse por parte do aluno nas matérias propostas, uma vez que ele não é instigado a participar ativamente de sua educação. Tendo em vista que a alfabetização é uma etapa crucial na formação de um cidadão e considerando a parte regradada intrínseca ao letramento, é necessário que o aprendizado ocorra de maneira lúdica, que envolva ativamente o estudante.

Em seguida, além da dificuldade em manter o jovem interessado em sua educação, sobretudo em seu  letramento, outro barreira que dificulta a erradicação do analfabetismo no Braisl, é a vulnerabilidade de algumas regiões nacionais. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 50% da população do município de Melgaço - norte do Brasil- é analfabeta. Para além disso, tal cidade possui o menor IDH do Brasil, em consonância com o mesmo órgão. Assim, não há dúvidas que condições sociais e econômicas estão intrinsecamente relacionadas com o aproveitamento do ensino, já que a fome e a falta de mantimentos básicos à vida, impossibilitam a plenitude do aprendizado. Sendo assim, é mister que haja fiscalizações nessas áreas atingidas pelo problema, com o fito de proporcionar recursos cruciais à vida do jovem e de sua família.

Logo, o Ministério da Educação deve promover alterações no método de ensino instaurado nas escolas da nação brasileira, por meio de brincadeiras de caráter lúdico que envolvam o estudatente e, consequentemente, a agir de maneira ativa no processo de aprendizado, com a finalidade de destituir um ensino arcaico que limita o processo criativo do auno. Além disso, o Ministério Público Federal deve fiscalizar regiões atingidas pela carência socioeconômica, mediante visitas sazonais. Feito isso, o Brasil tende a se aproximar da postura de valorização do conhecimento presente em Israel.