Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil

Enviada em 10/01/2021

No livro “A Menina que Roubava Livros”, de Markus Zusak, Liesel Meminger, uma garota alemã de 9 anos, é adotada pelos Hubberman, um casal de meia idade. Ao chegar na residência, Liesel foi matriculada em uma escola local, mas foi ridicularizada por seus colegas de classe, por não saber ler e escrever. Fora da ficção, o analfabetismo é ruim, não só por trazer dificuldade na vida profissional dessas pessoas, mas também pelo dano moral causado, por não dominarem essas habilidades linguísticas. No Brasil, há vários obstáculos no enfrentamento aos desafios no processo de alfabetização, tais como: a evasão escolar e o racismo estrutural.

Diante de tal desafio, o abandono escolar no país é grave e ocasiona no aumento de pessoas iletradas. De acordo com informações do “website” “Somospar”, a taxa de evasão escolar brasileira é a 3ª maior do mundo, em média, 24,1% dos alunos não concluem o ensino fundamental até os 16 anos. Assim, muitos jovens que são, normalmente, de classes sociais baixas, largam os estudos durante as séries iniciais e tornam-se analfabetos funcionais, pois não conhecem todos os mecanismos línguisticos para redigir e ler textos e desse modo, dificulta o ingresso dessa população no mercado de trabalho.

Além disso, o racismo estrutural compromete a educação de muitos brasileiros. Segundo o portal de notícias “G1”, o professor Telmo Ribeiro junto com 5 colegas disseram que percorrem 30km e atravessam o rio Igarapé com a água no pescoço para imprimir as atividades dos alunos de uma comunidade indígena. Dessa maneira, as mazelas da sociedade sofrem com as dificuldades do ensino acadêmico, porque há muitos obstáculos durante a instrução dessas pessoas, como a falta de tecnologia nesses locais e a falta de transporte, para a locomoção de alunos e professores até as escolas.

Portanto, o abandono escolar e o racismo estrutural ocasiona no aumento dos índices do nível de analfabetização brasileira. Para que haja um decréscimo desses casos, é necessário que o Ministério da Educação (MEC) crie, por meio de verbas governamentais, campanhas televisivas de instrução para que motive os jovens a retornarem aos institutos de educação e terminarem os estudos, além disso, a família deve orientar seus filhos do quão fundamental é a educação para sua vida pessoal e profissional. Assim, menos pessoas seriam caçoadas por não saberem ler e escrever, diferente de como Liesel Meminger foi tratada no livro “A Menina que Roubava Livros”.