Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil

Enviada em 21/12/2020

Desde a Constituição de 1934 o ensino de forma pública e obrigatória consta como direito da população brasileira. Porém, ainda assim, são vários os desafios do processo de alfabetização no Brasil. Isso ocorre devido às condições de extrema pobreza de diversas famílias e a decadência do método de ensino das escolas públicas.

Diante disso, vale ressaltar, inicialmente, que a condição de extrema pobreza contribui para este entrave. Sobre isso, de acordo com o IBGE, em 2019, 13,5 milhões de pessoas sobreviviam com até 145 reais mensais. Nesse viés, crianças e adolescentes se veem obrigados a trabalhar para contribuir em casa e acabam abandonando os estudos. Prova disso são os altos números de jovens em situação de trabalho infantil, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio, em 2016, 2,4 milhões de crianças e adolescentes estavam trabalhando.

Além disso, àqueles que conseguem chegar até às escolas enfrentam o desafio de realmente aprender algo. Desse modo, de acordo com dados do Indicador de Analfabetismo Funcional, de 2018, 29% da população possui dificuldade para interpretar textos e realizar contas matemáticas. Isso é efeito do precário método de ensino das escolas brasileiras, em que o foco é passar o aluno de ano e não a garantia do aprendizado em si.

Dessa forma, é preciso solucionar essa problemática no Brasil. Portanto, o Ministério da Economia, por meio da criação de incentivos ao investimento público e privado, deve promover a geração de emprego e renda aos adultos, com o intuito de acabar com a situação de extrema pobreza e com isso diminuir os índices de trabalho infantil. Ainda cabe ao Ministério da Educação e Cultura atualizar seu plano de ensino, por meio de investimentos que possibilitem a reprovação dos alunos sem preocupações com os gastos que isso trará, a fim de garantir o real aprendizados dos estudantes. Assim, espera-se colher os frutos da melhora social, uma vez que, “o homem é o que a educação faz dele”, segundo Immanuel Kant.