Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil
Enviada em 21/12/2020
Funcionando conforme a primeira lei de Newton, a lei da inércia, a qual afirma que um corpo tende a permanecer em seu movimento até que uma força atue sobre ele mudando de percurso, o processo de alfabetização no Brasil é um desafio. Com isso, ao invés de agir como a força capaz de mudar esse movimento, a precoce necessidade de trabalhar e o analfabetismo funcional contribuem para que esse trajeto permaneça de forma errônea.
É relevante abordar, primeiramente, que um dos fatores para que esse problema continue é a necessidade de trabalhar para sobreviver. Esse fator é visto no filme ‘‘Escritores da Liberdade’’, expondo a necessidade que muitos jovens tem em começar a trabalhar desde novos para complementar a renda familiar, e a dificuldade em conciliar os estudos com o serviço e, por conta disso, acabam abandonando a escola. Fora do filme, essa é a realidade de muitas famílias de baixa renda, as quais os jovens priorizam o trabalho ao invés dos estudos, no intuito de ajudar a família financeiramente. Em consequência a isso, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística informou que há 11,3 de jovens analfabetos. Em suma, a necessidade de trabalhar é um desafio na questão do analfabetismo no Brasil.
Ademais, outro agente que fomenta para que esse caminho permaneça de forma errada é o analfabetismo funcional. Tal agente é contraditório na história literária do Brasil, onde em 1922 houve a Semana da Arte Moderna, e a população lia e entendia livros com difíceis interpretações, como por exemplo, livros da literatura barroca. Nesse panorama, ao não terem costumes de leitura, boa parte da população se torna analfabeto funcional, sem capacidade de entender textos ou enunciados, prova disso, são os dados pela Avaliação Nacional de Alfabetização, apontando que 34% dos estudantes se formam sem saber ler ou escrever corretamente. Logo, é inquestionável que a preocupação em trabalhar e o analfabetismo funcional são desafios para o processo de alfabetização brasileira.
Evidencia-se, portanto, que essa problemática permanece no mesmo caminho, impactando no aprendizado de muitas pessoas. Nesse viés, cabe às escolas, por meio de rodas de leitura, incentivarem os alunos a lerem desde pequenos, por meio de doações de livros e idas em bibliotecas, as escolas tem de apoiar os hábitos de leitura dos alunos, indicando livros adequados de acordo com a idade de cada um, auxiliando na leitura e esclarecendo dúvidas sobre o livro, a fim de que desde pequenos, as crianças aprendam interpretação de texto e na vida adulta sejam capazes de ler vários livros de dificeis interpretações, como na Semana da Arte Moderna. Somente assim, o percurso citado por Newton seria mudado.