Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil
Enviada em 24/12/2020
É de conhecimento geral que ainda há desafios no processo de alfabetização no Brasil. Assim, é importante salientar que essa realidade é fruto inegável das raízes advindas do método de colonização, visto que não foi difundida e instaurada a ideia da educação como objeto primordial de desenvolvimento humano. Nesse sentido, entre os princípios que sustentam essa problemática, pode-se mencionar a defasem do ensino brasileiro, bem como a falta de interesse por parte dos alunos.
Convém ressaltar, a princípio, que a defasagem do ensino fomenta o atual impasse da alfabetização. Dessa forma, ressalta-se que essa realidade é decorrente da escassez de políticas públicas efetivas que visam assegurar a qualidade e consolidação dos modelos educacionais aos alunos. Em consequência disso, vêm á tona as péssimas condições das instituições e de aprendizado, assim como profissionais desqualificados, tais circunstâncias que contribuem para os altos índices de evasões escolares e analfabetos funcionais. Exemplo disso são as escolas públicas, as quais são totalmente deficitárias em infraestrutura e no letramento dos cidadãos.
Outrossim, infere-se que a falta de interesse entre os alunos contribui para a persistência dessa problemática. Desse modo destaca-se que essa circunstância é oriunda da superexposição precoce às novas ferramentas tecnológicas -redes sociais, jogos e meios televisivos-, dado que esse provém de altos níveis de engajamento e alienação. Por conseguinte, há uma preferência entre esses indivíduos ao uso constante de celulares, computadores e televisão, em detrimento à credibilidade ao que é ofertado pelo professor e realização das tarefas escolares. Prova disso são os dados da Instituição Pró-Livro, os quais relataram que 60% das crianças entre 5 a 10 anos não sentem prazer ao ler e escrever.
Portanto, é evidente a necessidades de medidas capazes de contornar esses entraves. Logo, cabe ao Governo Federal, em parceria com o Ministério da Educação ampliarem as verbas destinadas à educação, por meio da utilização do dinheiro arrecadado dos royalties do petróleo, com o objetivo de ampliar as políticas públicas votadas a esse meio, no intuito de romper com o déficit de aprendizado e promover melhorias de infraestrutura. Além disso, cabe às escolas, juntamente com os pais limitarem o acesso aos meios digitais pelas crianças, por intermédio da determinação de horários exclusivos de engajamento e aprendizado, com o fito de construir um ambiente de consonância, a fim de erradicar a distração, bem como consolidar a função da educação e de seus intermediadores.