Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil
Enviada em 29/12/2020
Segundo Lygia Fagundes telles em seu livro “A Disciplina do Amor”, nascer no Brasil até que é bom, ruim é não ter voz e nem vez. Dessa forma, tal máxima se confirma na realidade uma vez ainda há entraves no desafio que é o processo de alfabetização no país, dentre eles, a ineficiência do Estado e o silenciamento da mídia. Então, tal problema é inconcebível e e merece um olhar crítico de enfrentamento.
Em primeiro lugar, é válido ressaltar que a alfabetização no Brasil não ocorre plenamente por causa da incompetência do governo em garantir os direitos constitucionais. Conforme o filosofo Jean-Jacques Rousseau, o contrato social, construído junto à sociedade, é descumprido uma vez que o Estado não garante os direitos do cidadão. Dessa maneira, percebe-se que uma pessoa analfabeta não goza de liberdade e autonomia de forma completa, uma vez que, tal condição limita sua renda e o acesso a diversos meios de comunicação.
Ademais, é importante ressaltar que, em muitos casos, o indivíduo nessa situação, não tem consciência de seus direitos ou não sabe como e a quem reinvindica-los. Infelizmente, tal situação é decorrente do sileciamento da mídia, visto que essa, em vez de promover debates que elevem o nível de informação, influencia na consolidação do problema através da omissão. Nesse contexto, Pierre Bourdieu já afirmava que a mídia é um instrumento para a construção de uma democracia saudável e o pensamento do autor exemplifica bem a importancia da mídia para a construção de cidadania.
Em suma, são necessárias medidas que superem os desafios do processo de alfabetização no Brasil. Assim, cabe ao Ministério da Educação exigir dos acadêmicos de Letras Portugês experiência com a alfabetização da população acima de 15 anos - geralmente, a parcela que mais sofre as consequências do analfabetismo. Isso deve ocorrer por meio por meio de projetos de extensão e estágios, que, ao contemplar a parcela mais pobre da sociedade ajude a promover uma educação mais igualitária. Além disso, cabe à mídia o apoio e a divulgação instensa desse projeto por meio de campanhas publicitárias na TV e reportágens, afim de informar da necessidade de acabar com tal mazela. Feito isso, o brasileiro, enfim terá voz e vez.