Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil
Enviada em 08/01/2021
O Art° 205 da Constituição Federal de 1988, preza que a educação é um direito de todos e dever do Estado, entrando em contradição com o cenário retratado no país. Em 2020, a pandemia mundial do causada pelo vírus SarsCov-2 chegou no Brasil, causando uma quarentena em massa, atingindo todos os estudantes de instituições públicas e privadas. Nesse cenário, é notório que o Brasil já não era preparado para uma alfabetização e agora, com os alunos sendo limitados ao estudo, o analfabetismo é uma barreira para os jovens. Assim, a falta de acesso a educação e a desvalorização dos profissionais, principalmente nas escolas governamentais, é um problema crescente no país.
A priori, contradizendo a contituição, a educação não é um direito de todos. Em 2019, o Anuário Brasileiro da Educação Básica, públicado pela UFMG, aponta que 1,5 milhões de crianças e jovens encontram-se fora do âmbito escolar. Dito isso, em 2020 o número aumentou drasticamente, visto que, muitos não tem acesso adequado a internet para conectar remotamente ao material disponibilizado e continuar sua educação dentro de casa, devido a quarentena. Meses se passaram e a dificuldade no processo de alfabetização continua sendo um problema enfrentado pelos jovens e pelos pais.
Nesse mesmo viés, além de ser um dever do estado a educação, o mesmo não valoriza os profissionais de primeiro contato com as pessoas que são o futuro da nação. No Brasil, além da baixa valorização do salário, que diverge do local que o docente leciona, os professores são limitados pela falta de estrutura para ensino. É claro a diferença de acesso a tecnologias e educação quando temos a comparação entre o CEFET-MG e escolas públicas, tornando percetível a desvalorização de alguns processos de alfabetização. Assim sendo, o Estado diferencia a educação, um direito de todos, no país.
Por conseguinte, o acesso precário a educação e a falta de estrutura que afeta os profissionais precisa ser restaurado. Quanto aos alunos, o Minitério da Educação deve, junstamente com os pais, incentivar e mostrar para os alunos as suas projeções futuras com o estudo e criar mais programas como olimpíadas premiadas e didáticas aplicadas na linguagem jovem, mostrando que estudar trará uma recompensa, como trabalhar trás o salário no final do mês. Quanto à falta de estruturas, o Poder Executivo e os Conselhos da Educação devem fiscalizar a verba destinada para cada instituição, garantindo que todas as escolas tentem transformas em grandes Centros Técnicos, sendo Federais ou Estaduais. Além disso, o Ministério deve padronizar o valor dos salários dos professores, diminuindo a discrepancia existente entre professores de escolas municipais, estaduais e federais, pois tal diferença reflete diretamente no processo educacional dos alunos. Logo, feito tais intervenções, o Brasil será um pais com mais alunos ingressados em universidades, diminuindo o número de analfabetos no pais.