Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil
Enviada em 29/12/2020
Promulgada pela Organização das Nações Unidas em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à educação. Conquanto, muitas vezes essas medidas não são respeitadas, tal fato fica claro quando é analisada a questão da alfabetização no Brasil, que ainda tem diversos envtraves. Esse cenário ocorre, infelizmente, devido não só à evasão escolar, mas também por causa da forma de ensino ultrapassada.
Em primeira análise, vale destacar que, na maioria dos casos, a saída prematura da escola é um grande fator contribuinte para o analfabetismo no Brasil. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 39,1% das pessoas que abandonam a escola, têm como motivo o trabalho. Logo, fica claro que por causa da pobreza, crianças e adolescentes trabalham para ajudar na renda familiar e, com isso, acabam ficando sem tempo para estudar, fazendo com que muitos desses indivíduos não sejam alfabetizados.
Ademais, é nessário ressaltar que a forma de ensino utilizada pelas escolas brasileiras precisa de renovação. Segundo o pedagogo Paulo Freire, existe uma educação bancária, onde ocorre uma aprendizagem mecanizada e baseada na memorização. Sendo assim, o estudante brasileiro não adquire a capacidade de reflexão, memoriza e não aprende. Nessa lógica, por conta desse sistema educativo inadequado, 34% dos jovens no Brasil chegam ao terceiro ano sem ler ou escrever como deveria, de acordo com a avaliação nacional de alfabetização, fazendo-se notório o ensino sem fixação.
Desse modo, urge que o Ministério da Educação crie, por meio de verbas governamentais, campanhas nas escolas que tenham palestras - ministradas por autoridades no assunto, como pedagogos -, com a partipação tanto dos alunos, quanto dos familiares, a fim de conscientizar a população sobre a importância da permanência na escola e sobre a questão da alfabetização. Dessa maneira, a DUDH seria respeitada.