Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil
Enviada em 29/12/2020
Segundo Paulo Freire, educador, pedagogo e filósofo brasileiro, se a educação sozinha não pode transformar a sociedade, tampouco sem ela a sociedade muda. Aprender é um ato revolucionário e, por meio da educação, o indivíduo toma consciência de sua própria condição histórica, bem como de sua capacidade de transformar o mundo ao seu redor. Porém, o Estado, ao não garantir, em grande parte do território, uma educação de qualidade e emancipatória, impede a evolução intelectual da população. Primeiramente, a educação pode corroborar para o desenvolvimento social, individual, profissional e econômico da pessoa, isto é, que o indivíduo possa melhor exercer sua cidadania, ter senso críticos, preparando-o para o mercado de trabalho e, assim, tendo uma melhor qualidade de vida. Sendo assim, a ela pode desenvolver o senso crítico, diminuir a pobreza e a violência. Porém, no Brasil, nem todos conseguem ter acesso ou, se têm, não é de boa qualidade. Logo, surgem diversas consequências que isso pode trazer.
Posteriormente, os programas enfrentam barreiras, como a entrada tardia da criança ou saída antecipada do adolescente na escola. A dificuldade inicia desde o caminho à escola até a disponibilidade de professores nas salas de aula. É frequente notícias nos jornais de crianças que precisam caminhar vários quilômetros, debaixo de sol ou chuva para estudar, e quando chegam à escola se deparam com a escassa oferta de professores, materiais e livros. A baixa renda familiar faz com que muitos não tenham acesso a um ensino de qualidade e tenham que trabalhar, dificultando o estudo. Porém, encaram todas as adversidades com o objetivo de aprender a ler e escrever em vista à um futuro com melhores oportunidades.
Torna-se evidente, portanto, o papel da educação como um meio de transformação no mundo. Além de oferecer acesso amplo à educação básica, o que ajuda a manter instituições democráticas, o Brasil ainda precisa vencer as diferenças regionais, culturais, econômicas e linguísticas. Cabe ao Ministério da Educação e Cultura a criar bibliotecas públicas para que pessoas possam ter acesso aos livros. Além disso, o Estado pode investir na criação de escolas onde não tem e na infraestrutura de outras. Para tanto, podemos acompanhar o observatório do Plano Nacional de Educação, fiscalizar estratégias do governo e exercer nossa cidadania. Por fim, os professores devem aderir formas de ensinos adaptadas ao mundo contemporânea, atraindo mais esses alunos as instituições de ensinos.