Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil

Enviada em 29/12/2020

De acordo com São Tomás de Aquino, todas as pessoas precisam ser tratadas com a mesma importância. Entretanto, fora da menção filosófica, observa-se justamente o contrário, visto que desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil torna-se um fator complexo, devido à falta de alteridade com o próximo. Nesse âmbito, é preciso que estratégias sejam aplicadas para alterar essa situação, que possui como origem: insuficiência de leis e má estruturação de ensino.

Primeiramente, covém ressaltar que uma causa do problema está atrelada à ineficiência legislativa. Sob esta lógica, o filósofo inglês John Locke defende que as leis fizeram-se para os homens e não para as leis. Dessa forma, ao ser criada uma lei, é preciso que ela seja planejada para melhorar a vida da população em sua aplicação. No entanto, o ordenamento jurídico decretado em 1988 que define a educação como um direito social, não ocorre na prática. Por conseguinte, estatísticas mostram que 7,0% são analfabetos, conclui IBGE.

Em segundo plano, vale salientar que outro motivo do problema está relacionada à educação deficitária lacunar. Sob esse viés, o filósofo alemão Immanuel Kant defende o homem é aquilo que a educação faz dele. Nesse sentido, por causa de uma instrução educacional lacunar, a sociedade é moldada pelas condições que são fornecidas nas instituções de ensino. Nessa perspectiva, o INEP traz informações em que 51% dos indivíduos do último ano escolar carecem em relação às matérias básicas, como ler e efetuar operações lógicas.

Portanto, medidas são necessárias para sanar os desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil. Para esse fim, é dever do Governo, juntamente com o MEC, promover melhorias nas escolas que já existem e construir novas instituções federais e estaduais tanto no campo quando na cidade e, sobretudo, contratar mais especialistas na área padagógica para expandir o atendimento onde há ausência de professores para ensinar em razão da falta de livros, materiais didáticos, alimentação e estrutura precária. Tais fatos podem ocorrer por meio de verbas governamentais para a contratação de professores, construção dos novos prédios, compras dos utensílios de ensino e dos alimentos não perecíveis,  visando estabelecer um Estado de acesso democrático e humanizado a todos.