Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil
Enviada em 31/12/2020
Conforme Lygia Fagundes Telles no seu livro “A Disciplina do Amor”, viver no Brasil até que é bom, ruim é não ter voz e nem vez. Paralelamente, tal máxima se configura na realidade uma vez que há desafios no processo de alfabetização no Brasil que precisam ser superados, entre eles, a ineficiência do Estado e o silênciamento da mídia. Tais entraves são inconcebíveis e merecem um olhar crítico de enfrentamento.
Em primeiro lugar, é importante ressaltar a ineficiência do governo na resolução da problemática em questão. Conforme o filósofo Jean-Jacques Rousseau, o contrato social, construído junto à sociedade, é quebrado, uma vez que o Estado não garante os direitos do cidadão. Dessa forma, se configura a perpetuação da injustiça, em que o indivíduo não goza da liberdade de forma completa, porquanto o analfabetismo limita sua renda e o acesso a diversos meios de comunicação. É necessário, portanto, a atuação do Poder Público para a garantia de um dos direitos mais fundamentais da Constituição de 1988: a educação.
Ademais, é válido destacar que o problema do analfabetismo no Brasil é um assunto silenciado, isso faz com que muitas pessoas não tenham consciência da gravidade do problema. Infelizmente, tal situação é fruto da inação da mídia, visto que essa, em vez de promover debates que elevem o nível de informação da população, influencia na consolidação do problema através de silêncio. Desse modo, isso se faz notório no fato de que, conforme o IBGE, 11,3 milhões de brasileiros acima de 15 anos não sabem ler e escrever, e isso é motivo de intensa mobilização social, o que tristemente não acontece.
Em suma, são nescessárias medidas capazes de superar o desafio que é o processo de alfabetização no Brasil. Assim, o Estado, como garantidor dos direitos fundamentais, através do Ministério da Educação, deve promover aulas de alfabetização de pessoas acima de 15 anos, parcela da população mais afetada com as consequências desse problema. Essas aulas deverão ser ministradas por estudantes do curso Letras Português, que, por meio de projetos de extensão e estágios, garantirão uma educação mais igualitária. Além disso, é impressindível o papel da mídia, como instrumento de democracia, na fiscalização desse projeto mediante divulgação de dados a fim de garantir voz e vez a todos.