Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil
Enviada em 31/12/2020
O Super-Homem, idealizado pelo célebre filósofo Nietzsche, caracteriza o indivíduo capaz de livrar-se das amarras sociais. No entanto, quando se analisa os desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil, percebe-se que o ideal proposto pelo autor está distante da realidade social de muitos indivíduos. Problemáticas como essas são potencializadas ora pela inércia estatal atrelada ao nível socioeconômico de alguns brasileiros, ora pelo despreparo de alguns colégios.
Em primeira análise, fundamentado-se na Teoria do Corpo Biológico, proposta pelo sociólogo francês Émile Durkheim, a sociedade atual funciona como um corpo humano: é necessária a atuação de todos os órgãos em prol do seu pleno funcionamento. Contudo, o Poder Público configura-se como um órgão falho, uma vez que os investimentos destinados a programas que distribua auxílios financeiros para as pessoas de baixas rendas para que haja um maior índice de alfabetizados no Brasil, são ínfimos. Em consequência, sem o devido amparo governamental , muitos jovens abandonam os estudos ou pouco se dedicam, em busca de trabalho para garantir sua sobrevivência, tal fator contribui para um desequilíbrio social, já que, majoritariamente, um maior nível de escolaridade propicia uma maior renda para a pessoa.
Outrossim, o historiador escocês David Hume afirma que a principal característica que difere o ser humano dos outros animais é o seu pensamento. Sob esse viés, o despreparo de algumas instituições de ensino é um fator determinante para a permanência do baixo nível de escolaridade entre os brasileiros e para o baixo nível de discernimento de seus pensamentos contradizendo o pensamento do historiador Hume. Esse panorama lamentável acontece porque a maioria das escolas, instituições essenciais para a formação de indivíduos ao meio social, interessa-se, geralmete, apenas pela transmissão de conteúdos técnicos, negligenciando estimular as habilidades dos alunos e a melhoria da didática e da formação continuada de professores para que assim haja um menor de índice de analfabetos entre os brasileiros.
Diante do supracitado, medidas são necessárias para que haja a mitigação desse impasse. Para tanto, urge que o Estado aliado ao Ministério da Educação, por meio de verbas governamentais, invista e amplie a oferta de programas que distribua bolsas e auxílios para pessoas de baixa renda, com o objetivo de que menos pessoas sejam analfabetas por ter que trabalhar ao invés de estudar. Ademais, é importante que as escolas, por intermédio de minicursos, instrua os educadores, especialmente os docentes que ministre a alfabetização, acerca da importância de uma alfabetização bem planejada, com o intuito de que a ampliação do conhecimento e do pensamento seja ativada.