Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil

Enviada em 31/12/2020

Conhecida como cidadã - por ter sido concebida no período de redemocratização - a Constituição Federal foi promugada em 1988 com a promessa de assegurar os direitos de todos os brasileiros. No entando, apesar da garantia constitucional, nota-se que o analfabetismo presente na sociedade configura-se como uma falha no princípio da isonomia. Sendo assim, percebe-se que o processo de alfabetização possui raízes amargas no País, devido não só à incompetência estatal, mas também ao sistema de ensino retrógrado.

Primeiramente, deve-se ressaltar a carência de medidas governamentais para combater o iletramento. Inação essa, causa desvantagens na aprendizagem e comunicação, consequentemente, prejudicando o analfabeto no mercado de trabalho e reduzindo sua qualidade de vida. Diante essa conjultura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de assegurar os direitos fundamentais, como a educação, o que  infelizmente é evidente no país.

Ademais, é fundamental apontar o acomodado ensino brasileiro, ainda baseado na Primeira Revolução Industrial iniciada no século 18, como impulsionador do analfabetismo no brasil. Nesse sentido, apesar das diversas mudanças ocorridas na sociedade, o modelo de ensino permanece o mesmo, desestimulando o aprender e a criatividade das crianças. Logo, as crianças que não se adequam a esse modelo são desincentivas e tendem a apresentar resultados ruins, assim, abandonam  os estudos. Logo é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Constata-se, portanto, a necessidade de combater o iletramento no Brasil. Para isso, é necessário que o Ministério da Educação(MEC), por intermédio da alteração da grade cúrricular, crie propostas pedagógicas diversas com aplicação de tecnologias e metodologias que incentivem a criatividade, a fim de possibilitar a escolas públicas de todo o País a implementação de um ensino coerente com a realidade atual, consequentemente, será incentivado a gana de descoberta, intrínseco à especie humana. Assim, será consolidada uma sociedade mais justa, em que o Estado desempenha corretamente seu “contrato social” tal como afirma John Locke.