Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil
Enviada em 01/01/2021
Promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos assegura a todos os indivíduos o direito à educação. Entretanto, no Brasil, nota-se que os desafios do processo de alfabetização impossibilita que uma parcela da população usufrua desse direito na prática. Nesse sentido, dois aspectos fazem-se relevantes: a evasão escolar e a exclusão social.
Em primeiro lugar, é importante destacar o abandono estudantil. Nesse viés, de acordo com o artigo 6° da Constituição Federal o acesso a educação é um direito social previsto. Contudo, percebe-se que a realidade é justamente o oposto para uma parte da população, haja vista que muitos cidadãos desistem de estudar por falta de aparato social, como necessidade financeira e incentivo profissional. Por conseguinte, esses índividuos passam a trabalhar precocemente e perdem o interessem pela alfabetização. Diante do exposto, torna-se imprescindível políticas públicas que forneçam subsídios para o retorno dessas pessoas a escola.
Outrossim, é válido ressaltar a ausência de inclusão na sociedade dos indivíduos pouco escolarizados. Nesse contexto, segundo o pedagogo Paulo Freire no livro “pedagogia da autonomia,” afirma que o papel da educação é ensinar as pessoas criarem opinião própria e interpretar fatos. De maneira análoga, o domínio da leitura e a matemática básica são essenciais para formar uma sociedade mais crítica e com progresso. Conquanto, observa-se que principalmente os analfabetos tendem a perder oportunidades, como melhores condições de trabalho. Devido, o mundo está cada vez mais globalizado, e assim exigir mão de obra qualificada. Dessa forma, é substancial que órgãos públicos tomem providências para reverter tal panorama social.
Em suma, são necessárias medidas para amenizar os os desafios do analfabetismo no Brasil. Portanto, cabe ao Ministério da Educação e Cultura (MEC), por meio de verbas governamentais, atribuir para os estudantes mais vulneráveis economicamente um auxílio financeiro e fazer visitas aos alunos desistentes, com a ajuda de professores e psicólogos na busca de entender o motivo do abandono estudantil e promover a volta desses estudantes a escola, a fim de de garantir a igualdade e oportunidade para todos os cidadãos. Enfim, a partir dessas ações será possível impelir uma coletividade na sociedade fiel aos ideais da Declaração Universal dos Direitos Humanos.