Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil
Enviada em 01/01/2021
Em sua música “estudo errado”, Gabriel, o pensador, crítica um ensino obsoleto e ineficaz em que o aluno freqüenta a escola, mas não adquire nenhum aprendizado. Certamente como no Brasil a alfabetização apresenta barreiras, esse cenário antagônico é fruto tanto da falta de incentivo da família e do Estado, quanto da evasão escolar. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desse aspecto, a fim do pleno funcionamento da sociedade.
Precipuamente, é fulcral pontuar que segundo a constituição de 1988, é dever do Estado e da família a garantia da educação, Conquanto, tal prerrogativa não tem se refletido na prática, quando se observa o alto índice de analfabetismo no Brasil. No filme dos “poetas mortos” aponta um modelo ideal de profissional, que estimula o pensamento crítico e autônomo dos alunos e os impulsiona a correr atrás dos objetivos nos estudos e na vida, porém a realidade mostra um professor que finge que ensina e um aluno que finge que aprende, conseqüentemente com pais que não incentivam os filhos a leitura e à escrita. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura de forma urgente.
Ademais, é imperativo ressalta a evasão escolar, como promotor do problema. Segundo dados do Ministério da Educação a gravidez é responsável por 18% da evasão escolar entre meninas. Dessa forma, elas se vêem obrigadas a interromper o processo de estudo, como também a necessidade de trabalhar, o estudo mostra que, do total de adolescentes que abandonou o ensino formal, 36,1% dos meninos declararam que o motivo foi à necessidade de trabalhar. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que a evasão escolar contribui para a perpetuação desse quadro deletério.
Considerando os aspectos mencionados, fica evidente a necessidade de medidas para reverter à situação. Dessarte, com intuito de mitigar os desafios do processo de alfabetização no Brasil, necessita urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Educação e em parceria com o Ministério da Cultura, que será revertido em mais ações e projetos incentivando a leitura e a escrita, por meio de novas bibliotecas publicas e atividades extras nas escolas, para os alunos adquirirem o hábito de estudar. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto da alfabetização com a coletividade será possível reverter à situação de “estudo errado”, a qual se referiu Gabriel, o pensador.