Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil
Enviada em 01/01/2021
A Constituição Federal de 1988 assegura, em seu artigo 6°, o direito a Educação a todo cidadão brasileiro. Conquanto, tal prerrogativa, na prática, não tem se manifestado com efetividade quando se observa a alfabetização no Brasil, o que dificulta, dessa forma, a universalização desse direito social tão importante. Nessa perspectiva, vê-se que a negligência governamental e a mentalidade social.
Em primeiro lugar, deve-se ressaltar a baixa atuação das autoridades em estimular um ensino eficaz. Essa conjuntura, segundo o pensador John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que, devido a negligência estatal os alunos se tornam analfabetos funcionais, ou seja, alunos que sabem ler e escrever, porém, esses têm dificultade em interpretação ou em assuntos mais complexos. Dessa forma, o governo não cumpre sua função de garatir direitos imprescindíveis, como a Educação, e, dessa maneira, descumpre com o “contrato”, como dizia o filósofo.
Outrossim, é fulcral pontuar a mentalidade social como um atraso a alfabetização no país. Nessa lógica, de acordo com Durkhein, o fato social é uma maneira coletiva de agir e pensar, dotada de exterioridade, generalidade e coercitividade. Nessa linha de raciocínio, observa-se que o pensamento generalizado de que o ensino deve ser somente para pessoas mais novas, pode ser encaixada na teoria do sociólogo, uma vez que, se uma criança vive em uma família com essa mentalidade, tende à adota-la também, por conta da vivência em grupo. Desse modo, com essa ideia estabelecida em nossa sociedade os grupo mais velhos de analfabetos não sentem necessidade da escolarização, e deixam de tirar proveito de uma parcela da vida, visto a necessidade da leitura para tal. Dessa maneira, faz-se necessário interferência estatal para mudar tal problema.
Em suma, é preciso providências do governo para alterar o quadro atual. Portanto, o Ministério da Educação deve alterar o estilo de ensino aplicado nas escolas, por meio de mudanças na grade curricular, no qual provas periódicas, focadas em interpretação de texto e formação de criticidade, serã o aplicadas para os alunos, em que se estabelecerá uma nota mínima para que o indivíduo seja aprovado, a fim de acabar com os analfabetos funcionais. Além disso, para mudar a mentalidade social, urge que o Ministério da Cultura promova, por intermédio de campanhas publicitárias, a retomada dos estudos, a partir da desmitificação dos preceitos. Assim , será consolidade uma sociedade mais igualitária, em que o Estado desempenha corretamente o “contrato social”, tal como afirmava Locke.