Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil
Enviada em 05/01/2021
Durante a República Velha a prática do coronelismo foi fundamental para a manutenção desse sistema fraudulento, uma vez que, os coronéis manipulavam os analfabetos e cidadãos de classes sociais inferiores para garantir a permanência no poder. Nesse sentido, é evidente que o analfabetismo se estende desde os primórdios da sociedade brasileira, fato de retrocesso e que urge por melhorias. Logo, é necessária uma discussão mais efetiva no que tange à negligência governamental e à desigualdade social que assola o país.
Cabe analisar, de início, o impacto da negligencia governamental frente à problemática do processo de alfabetização no Brasil. Desse modo, a Constituição Federal de 1988 prevê como dever do Estado garantir educação pública e de qualidade aos cidadãos. No entanto, a precariedade do ensino básico devido tanto à má infraestrutura nas escolas públicas, quanto à precariedade do ensino básico inviabiliza grande parte do trabalho dos docentes, e promove o aumento do analfabetismo em questão no Brasil. Além disso, o sistema educacional brasileiro se encontra em crise, ocasionado por uma péssima gestão governamental, o que agrava ainda mais a fragilidade do ensino, tento em vista que uma péssima administração promove caos e disparidade social.
Outrossim, vale ressaltar o pensamento do filósofo Immanuel Kant ’’ O homem não é além daquilo que a educação faz dele", que evidencia a necessidade de uma educação igualitária e eficaz para a promoção de uma sociedade íntegra. Nesse viés, é nítido que a disparidade social que persiste no Brasil é a base do analfabetismo, uma vez que o nível do ensino público está em atraso, em comparação com o ensino privado, o que promove o aumento na dificuldade de inserção no mercado de trabalho das classes que não possuem poder aquisitivo para usufruir do sistema privado. Sob essa ótica, os indivíduos que dependem da rede pública são negligenciados por um Estado que oprime, não possui políticas públicas que resolvam a problemática, e são facilmente manipulados pelos donos do poder aquisitivo, assim como na República Velha.
Portanto, medidas são necessárias para mitigar o problema. Então, cabe ao Ministério da Educação (MEC) modificar o processo de leitura e escrita da rede pública, para isso é fundamental que as escolas tenham melhores equipamentos, bibliotecas mais equipadas, professores mais capacitados que trabalhem atividades de leitura e escrita de maneira eficaz. Por meio de verbas oriundas dos cofres públicos e de uma equipe de profissionais competentes que reorganizam o sistema de maneira eficiente, a fim de suavizar o analfabetismo.