Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil

Enviada em 02/01/2021

A Constituição Federal, promulgada em 1988, em função do amplo leque de direitos, os quais asseguram teoricamente aos cidadãos brasileiros, qualifica-se como a maior e mais completa Carta Constitucional vigente. Entretanto, a despeito de a educação ser um direito universal e inexorável ao cidadão brasileiro, contrapõe-se a garantia desse direito com a questão do processo de alfabetização no Brasil, o qual provoca entraves caóticos como o analfabetismo prevalecendo na sociedade brasileira. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados de imediato para que uma comunidade integrada seja alcançada.

Em primeira análise, é importante destacar que um taxa de analfabetismo no país é o principal fator desse problema. Segundo dados da Avaliação Nacional de Alfabetização (ANA), 34% dos jovens brasileiros saem do ensino médio sem ler e escrever informados. Esse dado alarmante revelador que os adolescentes não têm um nível suficiente em leitura e matemática, e com isso, irá gerar um aumento significativo de reprovações e desempregos, pois não terá profissionais incorporados para determinado trabalho. Desse modo, é substancial a mudança desse quadro.

Outrossim, é válido saliente que, conforme o maior filósofo da Era Moderna, Immanuel Kant, o princípio da ética é agir de forma que a ação vai ser uma prática universal. De maneira semelhanteoga, a negligência do Poder Público frente à taxa de analfabetismo vai de encontro à ética kantiana, dado que se os alunos mantiverem um analfabetismo funcional, uma sociedade entrará em profundo desequilíbrio. Com base nisso, uma omissão de atos prejudiciais à ordem social e, consequentemente, torna-se contestável quando o Órgão Executivo é omisso. Dessa forma, precisam ser adotadas para refrear o analfabetismo no país.

Em suma, com o intuito de amenizar essa problemática, o Governo Federal, em parceria com o Ministério da Educação (MEC), deve criar o programa “Escola 360”. Esse programa consiste em abrir as Instituições públicas do ensino fundamental e médio nos 360 dias do ano, onde os alunos devem dar ensino de qualidade, atividades recreativas e alimentação gratuita, por meio de profissionais estabelecidos explicando a importância que o estudo tem para garantir uma vida financeiramente no futuro, a fim de garantir os direitos inalienáveis ​​aos garotos brasileiros. Feito isso, tornar-se-á possível a construção de uma sociedade permeada pela efetivação dos direitos elencados na Carta Magna.