Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil
Enviada em 02/01/2021
Alfabetização, popularmente conhecida pela capacidade individual de ler e escrever, embora seu conceito popular esteja quase certo há divergências quanto o seu conceito no meio técnico pois, só é considerado “alfabeto absoluto” aquele que possui a habilidade de codificar o alfabeto acrescida da destreza de letramento e numeramento. Na realidade de cidadãos brasileiros apenas o conceito popular torna-se vigente dificultando o processo de alfabetização no país. E por esta razão faz-se necessário que duas problemáticas sejam analisadas, por qual razão o processo de alfabetizar concretamente os brasileiros é julgado como desafiador? E qual o motivo das crescentes altas de analfabetismo no país?
Em primeira análise, vale destacar que aqueles que não se enquadram à todas as capacidade exigidas no conceito técnico de alfabetização são considerados como analfabetos funcionais, pois não possuem todas às capacidades exigidas pelo meio tecno-científico. De acordo com uma pesquisa realizada pelo IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, afirma-se que cerca de 11,3 milhões de pessoas são caracterizadas como analfabetas, incluindo os funcionais. Tendo em vista que o processo de alfabetizar cidadãos inicia-se aos seis anos de idade, sendo esse o período onde crianças estão em estado de desenvolvimento das capacidades cognitivas e inserimento social, pode-se concluir que o processo de alfabetização é desafiador graças a pouca idade dos indivíduos e ao processo de desenvolvimento cognitivo.
Ademais, é válido ressaltar que o Brasil é caracterizado negativamente pela desigualdade racial e desigual, sendo esses os fenômenos responsáveis por barrar o desenvolvimento educacional de grande parcela da população. Nesse viés, uma outra pesquisa feita também pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE, relata que cerca de apenas 3,9% de jovens brancos são analfabetos e entre pessoas negras e pardas esse percentual aumenta para 9,1% além disso, quando essas taxas entram para o grupo de pessoas mais velhas sobressaem-se os idosos de cor que apresentam uma taxa de 27,5% de sua população analfabeta.Sob essa ótica, é possível afirmar que a desigualdade por questões de cor não refletem apenas economicamente no Brasil, mas em questões educacionais também, tornando-se esse o motivo principal pelas crescentes taxas de analfabetos no Brasil.
Verifica-se então a necessidade da resolução dessas problemáticas, faz-se necessário que o Ministério da Educação, orgão responsável por administrar a educação no país, em parceria com a mídia, principal difusor de informações, crie e amplie campanhas socioeducativas de incentivo a alfabetização por meio das redes socias e de canais de televisão, com a finalidade de incentivar a educação e assegurar que é um direito de todos, para assim acabar o analfabetismo e suas variantes.