Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil

Enviada em 02/01/2021

Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à educação e ao bem-estar social. No entanto, no cenário brasileiro atual observa-se justamente o contrário com relação aos desafios do processo de alfabetização. Nesse contexto, percebe-se a configuração de um grave problema de contornos específicos em virtude da evasão escolar devido a crise econômica, e seus impactos sociais ligados a renda familiar.                                       Em primeiro plano,é preciso se atentar para o abandono escolar devido à dificuldade financeira, presente na questão. Nessa perspectiva, a máxima de Martin Luther de que “a injustiça num lugar qualquer é uma ameaça à justiça em todo lugar”, cabe perfeitamente. Desse modo, tem-se como consequência a generalização da injustiça e a prevalência do sentido de insegurança coletiva, com relação a fuga dos adolescentes da instituição de ensino para o trabalho precoce, e ainda sobre o tema  mencionado acima, os dados do IBGE  demosntra que no Brasil tem pelo menos 11,3 milhões de pessoas com mais de 15 anos analfabetas, um percentual de 6,8% de analfabetismo, impedindo caminhos que levam a solução do problema.

Além disso, o elevado índice de alunos que deixam as escolas para ajudar no sustento da família, encontra terra fértil no individualismo, e na falta de empatia. Na obra “Modernidade Líquida”, zygmunt Bauman defende que a pós-modernidade é fortemente influênciada pelo individualismo. Visto que, há como efeito principal à falta de empatia, pois, para se colocar no lugar do outro é preciso deixar de olhar apenas para si. Essa líquidez que influi o aumento de jovens e adultos sem a devida alfabetização, e consequentemente gera dificuldade financeira para á família, o que funciona como um forte empecilho para a sua resolução.                                                                                                                                  Logo, medidas estratégicas são necessárias para alterar essa problemática. Para que isso ocorra, urge ao Governo Federal em parceria com o Ministério da Educação, deve ministrar palestras nas escolas e nas instituições para os jovens e adultos, por meio de entrevistas com vítimas do problema, bem como  especialistas no assunto. Tais palestras devem ser webs conferenciadas nas redes dos ministérios, e nos meios midiáticos, com o objetivo de trazer mais lucidez  e conscientização sobre os impactos e consequências negativas que surgirão pela falta de alfabetização e qualificação para o futuro do indivíduo e  seus dependentes, com estrategias de ajuda as pessoas menos favorecidas, para que possam concluirem seus estudos. Por fim, é preciso que a sociedade olhe de forma mais otimista para a diferença, pois de acordo com o entendimento de Hannah Arendt “A Pluralidade é a Lei da Terra”. E sé assim, poderá atingir o direito à educação previsto na Declaração Universal.