Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil
Enviada em 05/01/2021
Na Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada em 1948 pela ONU (Organização das Nações Unidas), estão registrados os direitos naturais de todos os cidadãos. Entre eles, encontra-se o direito à instrução, o qual não é garantido a muitos brasileiros devido ao falho processo de alfabetização do país. Essa realidade advém de questões de ordem não apenas sistemática, mas também estrutural e, para que ela não perdure no Brasil, atitudes devem ser tomadas.
Um primeiro aspecto responsável pela problemática consiste na pouca exploração, pelo sistema educacional do país, das diversas formas de aprendizagem pelo ser humano. Em sua Teoria das Inteligências Múltiplas, o psicólogo norte-americano Howard Garden disserta acerca da existência de maneiras diversas de reter conhecimento pelo cérebro humano, as quais são mais ou menos acentuadas nos indivíduos. No entanto, o sistema educacional brasileiro alfabetiza os alunos de modo padronizado, favorecendo a aprendizagem apenas daqueles que têm aptidão pelo método de ensino padrão. Dessa forma, a alfabetização é dificultada para muitas pessoas, as quais provavelmente encontrarão maiores dificuldades durante a vida escolar.
Ademais, vale ressaltar que a comum superlotação das escolas públicas brasileiras corrobora a continuação do problema. Devido à insuficiência de recursos financeiros, muitos brasileiros não têm acesso ao ensino particular, dependendo, portanto, das escolas públicas. Estas, majoritariamente, não contam com verbas suficientes para suprir à demanda da população por educação de qualidade, o que afeta diretamente os serviços oferecidos por elas. Por conseguinte, as salas de aula são, muitas vezes, ocupadas por mais alunos do que os professores são capazes de atender, o que desfavorece a alfabetização sobretudo daqueles que precisam de maior assistência por parte dos professores.
Faz-se necessária, pois, com o intuito de atenuar esse quadro, a ação do Governo Federal, por intermédio do Ministério da Educação. Esse órgão deve otimizar o processo de alfabetização brasileiro, por meio de mudanças concretas no sistema educacional, as quais serão idealizadas por psicólogos cognitivos, a fim de que as múltiplas inteligências dos indivíduos sejam exploradas, o que facilitará a alfabetização deles. Além disso, esse ministério deve melhorar a capacidade das escolas públicas ou, se necessário, aumentá-las em número, mediante repasse de verbas às Prefeituras Municipais, para que a superlotação escolar seja reduzida e os alunos sejam melhor assistidos pelos professores.