Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil

Enviada em 03/01/2021

O filme “A menina que roubava livros” retrata a história de Lizzie, uma criança a qual passou pelos desafios de ser alfabetizada em meio a Segunda Guerra Mundial. De forma análoga, na realidade brasileira, pessoas de diversas faixas etárias também passam pelo mesmo problema de Lizzie, enfrentando desafios como a falta da interiorização de instituições e  a dificuldade em conciliar o aprendizado com atividades domésticas. Desse modo, ações são necessárias para minimizar o bloqueio social da  não alfabetização.

Em primeira análise, é evidente que o poder público falha em garantir seu papel como distribuidor dos direitos mínimos, o que contribui para o interior brasileiro não ter a mesma estrutura educacional prímaria ( responsável pela alfabetização) em comparação ao restante do país. Sob esse prisma, está assegurado na Constituição Federal (norma de maior hierarquia jurídica do Brasil) o direito a educação, no entanto, tal direito nao é garantido na prática devido a má gestão pública. Esse cenário evidencia a necessidade da melhor administração de distribuiçao de verba educacional para assegurar a qualidade das instituições primárias em todo o país.

Primordialmente, a alfabetização da população sênil, na sociedade brasileira atual, também é um desafio a ser superado devido a dificuldade da conciliação das atividades domésticas com os estudos. Essa situação é muito bem retratada no livro “Vidas secas”, de Graciliano Ramos, no qual Fabiano, um sertanejo, tem vontade de aprender a ler mas não possui tempo já que tem que trabalhar. Portanto, o problema do livro, o qual também assola a realidade, seria solucionado com uma bolsa governamental para aqueles que estão no processo de aprender a ler e escrever.

Dado o exposto, medidas são necessárias para combater esses impasses. Assim, urge ao Ministério da Educação, responsável pelas políticas públicas educacionais, destinar maior verba para a educação interiorana e prestar bolsas educacionais para as pessoas que trabalham, por meio de um projeto de lei e para garantir os direitos da Constituição Federal. Logo, situações análogas a de “Vidas secas” serão minimizadas, garantindo a isonomia social.