Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil
Enviada em 03/01/2021
Em meados de 1930, durante o Governo Vargas, foram aplicadas políticas educacionais, como a criação de escolas e universidades para capacitação dos professores, além do Ministério da Educação, que em muito ajudaram para a emancipação do ensino no Brasil. Entretanto, hodienarmente, essas medidas se encontram insuficientes e defasadas, prejudicando a plena alfabetização dos brasileiros. Portanto, é cabível discutir sobre como a evasão escolar e a negligência do Estado se mostram como desafios ao combate do analfabetismo.
Mormente, o sistema educacional brasileiro é injusto e pouco inclusivo. Consequentemente, ele não é capaz de despertar o interesse de todos, levando a uma consequente evasão escolar, ainda comum no Brasil, em 2018 cerca de 9% dos jovens de 7 a 12 anos haviam abandonado a escola, segundo pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Desse modo, muitos jovens acabam não tendo a formação educacional adequada, se tornando analfabetos totais, ou ainda pior, funcionais.
Em segundo plano, o Estado se mostra negligente aos brasileiros nessa situação. Uma vez que, não adota medidas capazes de solucionar os altos indíces de analfabetismo funcional pós termino do ensino médio, que segundo o Índice de Alfabetismo Funcional, já chega em 13% dos indíviduos que terminaram os estudos. Por isso, é de suma que esse problema seja solucionado, pois, de forma analoga ao filósofo Immanuel Kant, o homem não é nada além daquilo que a educação faz dele.
Destarte, é necessário que medidas sejam tomadas para solucionar essa grave problemática. Logo, o Ministério da Educação deve combater o abandono escolar e promover o senso crítico dos alunos, por meio de uma reformulação das disciplinas de português e sociologia, de modo a promover o debate e o questionamente intepretativo por parte dos estudantes, a fim de mantêlos entretidos e aumentar sua capacidade crítica. Para, somente assim, a educação fazer dos homens verdadeiros cidadãos antenados em seus direitos e deveres, plenamente alfabetizados.