Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil

Enviada em 03/01/2021

A alfabetização é primordial como ponto de partida para a construção de novos conhecimentos, capacitando à formação intelectual e social do discente. Nesse sentido, a exiguidade relativa desse quadro educacional impacta diretamente em outras aprendizagens. Assim, verificam-se como a desigualdade social e trabalhos ilegais influenciam nessa problemática.

Em primeiro lugar, a Constituição de 1988 garantiu a universalização do acesso à educação, assegurando que todos tenham oportunidade de ensino, em idade escolar ou não. Em contraste, de acordo com a Avaliação Nacional da Alfabetização (ANA), às crianças que pertencem as camadas mais pobres da população, isto é, sua família tem renda de até um salário mínimo, apenas 45,4% têm o nível adequado, estabelecido pelo Ministério da Educação (MEC), ou seja, o aprendizado é desigual e de péssima infraestrutura, originando um ensino falho.

Em segundo plano, conforme dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), revelam que 42.139.454 milhões de jovens entre oito a dezessete anos são subordinados ao trabalho infantil no Brasil. Além disso, os juvenis que ainda estudam dividem tempo entre a escola e o trabalho, visto que o rendimento escolar desses adolescentes é irregular, e consequentemente possibilita o abandono escolar, o qual interfere no despreparo para o mercado de trabalho e dessa forma, alimenta o ciclo de pobreza a cada ano.

Dessarte, o Estado, em conjunto ao Estatuto da Criança e do Adolescente, deve implementar uma pedagogia inclusiva por meio do funcionamento no sistema de alfabetização efetiva com práticas sociais de linguagem viabilizando metodologias lúdicas, capacitação adequada de professores e monitoramento na implementação de projetos como o financiamento estudantil, a fim de garantir o letramento correto e a equidade em oportunidades para as entidades.