Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil

Enviada em 04/01/2021

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que o processo de alfabetização, no Brasil, apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da falta de investimento público em setores menos favorecidos, quanto do alto percentual de evasão escolar no país. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.

Precipuamente, é fulcral pontuar que o alto índice de analfabetismo deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação e investimento das autoridades, o ensino público torna-se precário e assim, o número de analfabetos aumenta. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Ademais, é imperativo ressaltar a alta taxa de abandono escolar como promotor do problema. Partindo desse pressuposto, observa-se uma dificuldade exacerbada pela população de regiões periféricas e rurais em dar continuidade ao processo de alfabetização, seja por dificuldades pessoais, seja pelo atraso acadêmico, em relação ao restante da turma. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que a desistência nos estudos contribui para a perpetuação desse quadro deletério.

Assim, medidas são necessárias para conter o impasse. Dessarte, com o intuito de mitigar o problema, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Educação, será revertido em ampliação da atuação de programas como o Brasil Alfabetizado, criação de programas que supram as necessidades pessoais e acadêmicas dos menos favorecidos ( a fim de reduzir o índice de evasão escolar), através de reuniões com países referenciais. Desse modo, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, os impactos nocivos do problema, e a coletividade alcançará a Utopia de More.