Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil
Enviada em 07/01/2021
No livro “O quarto de despejo”, a autora, Carolina de Jesus, retrata suas dificuldades de vida, entre elas, o seu analfabetismo. Fora da literatura, esse problema é realidade de 11 milhões de pessoas. Nesse sentido, no que se refere à questão do desafio no processo de alfabetização no Brasil, percebe-se a configuração de um grave problema, em virtude da insuficiência legislativa e do grande preconceito com os analfabetos.
Primeiramente, é importante ressaltar que a Constituição Federativa Brasileira, no Artigo6°, consta que todos tem direito à educação, porém, na prática, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) em 2019, 11,3 milhões de brasileiros foram considerados analfabetos, provando então que somente na teoria todos tem acesso à educação e na prática estão sendo prejudicados, pois o ser humano não é nada além daquilo que a educação faz dele, de acordo com o filósofo Immanuel Kant.
Além disso, outro problema muito alarmante é a falta de empatia com os analfabetos, termo esse que é usado de forma pejorativa, a fim de humilhar e atacar uma pessoa. De acordo com o filósofo Mario Sérgio Cortella, usar o analfabetismo para diminuir uma classe social, é considerado crime social, feito por pessoas privilegiadas, que acabam impedindo que a pessoa inculta procure uma maneira de aprender por conta da vergonha que lhe é causada.
Portanto, para solucionar os desafios da alfabetização no Brasil, medidas precisam ser tomadas. Faz-se necessário que o Governo Federal, por meio do Ministério da Educação, invista em regiões menos favorecidas e distantes de escolas, levando professores e métodos de ensino até eles, influenciando desde já as crianças à estudarem e motivando os adultos à aprenderem. Ademais, cabe aos governos estaduais investirem em propagandas através das mídias, incentivando jovens e adultos à participarem do EJA (Educação de Jovens e Adultos) para que então haja menos analfabetos e mais educação. Assim, talvez possamos evitar que mais brasileiros sintam na pele o que Carolina de Jesus sentiu.