Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil

Enviada em 06/01/2021

No Egito Antigo, os cidadãos que detinham o conhecimento dos códigos escritos, os chamados escribas, ocupavam posições de destaque na sociedade. Tal assertivo denota o poder sociocultural atrelado ao conhecimento da leitura e escrita. No Brasil hodierno, entretanto, essa prática não se faz presente na realidade, a qual leva o país a enfrentar desafios no processo de alfabetização, de modo que figura um quadro preocupante para o desenvolvimento da nação. Isso ocorre, sobretudo, pela desigualdade social como também pela negligência governamental.

Nesse contexto, destaca-se a disparidade econômica como impulsionador do impasse. De acordo com uma pesquisa divulgada pelo jornal Folha de São Paulo, a cada vinte pessoas, sete vivem em extrema miséria. Nessa ótica, uma grande parcela das famílias é economicamente carente que, desde infância, os pais obrigam os filhos a trabalharem para ajudar nas despesas de casa, acarretando, muitas vezes, no trabalho infantil, de forma que prejudica a alfabetização da criança. Desse modo, tal panorama retarda a resolução da problemática, já que a desigualdade social favorece a perpetuação desse quadro nocivo.

Além disso, evidencia-se a carência de investimento governamental como propulsor do empecilho. Segundo John Locke, filósofo inglês, em Contrato Social, afirma que o poder governamental surge para garantir os direitos naturais. Tal cenário, no entanto, não é perceptível na realidade, haja vista a negligência do governo em não desenvolver políticas públicas voltadas para melhorias na educação, por exemplo, escolas modernas e novas didáticas que incentivem os alunos a terem uma visão positiva do processo de aprendizagem, de maneira que milhares de estudantes tenham um ensino deficitário durante a infância, trazendo desafios à alfabetização. Logo, ocorre a banalização desse fenômeno, a qual contribui para a manutenção do problema.

Torna-se imprescindível, portanto, a efetivação de medidas para a resolução da problemática que envolve a alfabetização no Brasil. Nesse viés, o governo federal, deve criar projetos que auxilie financeiramente as famílias mais carentes para que seus filhos não precisem trabalhar com objetivo de dar mais foco aos estudos e desenvolver políticas públicas que vise melhorias na educação, como construção de escolas, bem como maior capacitação dos professores com fito de beneficiar o processo de alfabetização, por meio de parcerias público-privadas, com auxílio de palestras, propagandas e campanhas divulgadas nos horários nobres dos veículos comunicativos. Espera-se, com isso, atenuar essas eventualidades em busca de um país melhor e, assim, alcançar a materialização do conhecimento da população do Egito Antigo na sociedade brasileira.