Desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil

Enviada em 04/01/2021

Heráclito de Éfeso, filósofo pré socrático, defendia que a mudança era a essência de todas as coisas. Entretanto, os desafios do processo de alfabetização em questão no Brasil, evidencia que algumas coisas permanecem imutáveis. Nesse contexto, percebe-se que tal problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade da nação, seja pela negligência governamental,seja pelo processo de evasão escolar.

De acordo com o artigo 205 da Constituição Federal de 1988, a educação é direito de todos e deve ser asegurada pelo Estado. No entanto, as falhas no processo de alfabetização, não garantem o que está previsto na Carta Magna. Isso acontece porque, conforme é proposto no livro “Cidadão de Papel”, algumas leis só são eficientes na teoria. Exemplo disso, é o fato de muitos alunos receberem o título de alfabetizado quando na realidade, ainda não possuem a capacidade de seguir adiante, havendo assim uma má fiscalização da aprendizagem dos alunos. Como consequência disso, muitos indivíduos chegam ao ensino médio analfabetos.

Ademais, a omissão da família no acompanhamento escolar contribui muito para o boicote da alfabetização. Isso decorre, pelo fato de que essas famílias também sofreram com a falta de alfabetos, pertencendo a porcetagem mais pobre e prejudicada do país. Nesse caso, por precisarem trabalhar e por não ter qualquer domínio de conhecimento, os pais não são participativos na educação de seus filhos. Consequentemente, isso acaba sendo propagado de geração pra geração, o que diminui as chances de que alguma dessas pessoas vença o analfabetismo.

Torna-se evidente, portanto, que a dificuldade no processo de alfabetização no Brasil, é um verdadeiro atraso a sociedade brasileira, principalmente aos que pertencem as classes mais baixas. Logo, precisa ser revista. Em razão disso, o Governo Federal, em parceria com o Ministério da Educação, deve fiscalizar anualmente os índices de alfabetização de cada estado e ainda garantir por meio dos professores que nenhum aluno saia desse nível sem estar devidamente apto. Além disso,o Governo de cada Estado brasileiro, deve procurar parcerias com ONG’s que disponibilzem aulas de reforço aos alunos de baixa renda, evitando-se assim, uma possível evasão escolar, de forma que os mesmos estarão bem assistidos nesse sentido. Só assim,  a mudança tão defendia por Heráclito será de fato permanente.